Relembrando: Adentro

Poesia publicada originalmente há 2 anos.

Adrento
Imagem retirada da internet

“Adentro

Hoje eu acordei pra dentro,
Exclamando um silêncio
Que é ensurdecedor.

Ontem eu dormi nas horas,
Acordei em alguns minutos
Pra mais um dia e seu ardor.

Amanhã é novo, velho dia,
Que ainda há de me esperar,
Que não me guarde o desamor.

Ontem, amanhã e hoje.
Dia, tarde e noite guardam
Um coração angustiado.

Manhã, madrugada, alvorecer.
Horas, minutos, segundos
E um sentimento guardado.

Dança a caneta nas palavras,
Pintando uma folha toda em branco,
Com o que jamais será falado.

Hoje adormecerei pra dentro.”

Raquel Núbia

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Relembrando: 50°

Se não me engano, fiz esse poema para comemorar a quinquagésima poesia ou post do blog… Não me lembro bem.

50
Imagem retirada da Internet

“50°

Eu não gosto de dias cheios,
dias corridos…
Eu não gosto do pouco tempo,
tempo perdido…
Eu gosto dos dias vividos
com amor e alma.
Eu gosto do carinho
sentido com calma.
Eu preciso sentir o tempo
caminhando comigo,
de mãos dadas como
um velho amigo.
Eu queria para um pouco
pra pouco sentir.
E depois de sentir o tempo
parado:
Seguir.”

Raquel Núbia

Relembrando: Findo

Você pode ver o post original clicando aqui. Engraçado como mudam as circunstâncias da nossa vida e isso impacta diretamente no que fazemos e no que sentimos. Quando publiquei essa poesia há 2 anos, encerrava um ciclo que jurava que não acabaria nunca. E, depois disso, tantas coisas aconteceram, e eu aprendi que cada encerramento é a oportunidade para um recomeço, que não adianta nos culparmos e que o melhor caminho é assumirmos a responsabilidade que nos cabe e deixar que o outro lidar com suas próprias consequências.

Findo
Imagem retirada da internet

“Findo

Eu sei que o caminho é certo,
E não guarda passos no escuro.
Confio que a vida me trará,
O que há tanto tempo procuro.

Eu firmo um compromisso,
Um acordo com a felicidade.
Eu prometo cuidar dela,
Pra que ela não me maltrate.

Eu dou a minha palavra
E eu tenho o que a vida me diz.
Eu dou tudo o que tenho,
Em busca de ser feliz.

Hoje encontro com meu futuro
Deixo o passado em seu lugar.
Abro as portas pro que é novo,
E espero novo dia chegar.

Não há nada do que eu duvide,
Não há motivo pra me arrepender.
Não há dúvidas no caminho,
Há um caminho pra conhecer.

Mas por favor compreenda
Se eu parar um momento e chorar.
Quem confia que será pra sempre,
Nunca espera o fim chegar.”

Raquel Núbia

 

“Ponto&Vírgula” – Post 03

A difícil arte da “escolha”

As pessoas que sofrem de ansiedade, depressão, ciclotimia entre outros transtornos do humor sabem muito bem como é viver com esse sintoma.
O que, para uns, é uma tarefa comum, feita e repetida inúmeras vezes por dia, para aqueles acometidos por estas doenças é um trabalho hercúleo: escolher algo.
E aqui eu não me refiro á escolhas que realmente necessitam de grandes reflexões e análises como por exemplo, mudar de emprego, terminar um relacionamento, fazer uma viagem cara. Aqui eu me refiro a decisões corriqueiras como a roupa que se vai vestir, o que comer e aonde ir com os amigos entre tantos outros exemplos que poderia citar.
Eventualmente todos sentimos essa indecisão, não se preocupe, se você não consegue decidir se vai comer churrasco ou comida japonesa, porque á um grande diferencial entre a dificuldade de escolha considerada “normal” e a considerada sintoma.
Sabe qual é?
O sofrimento.
Na vida de um ansioso, depressivo, a dificuldade de escolher não vem somente da dúvida entre as opções, mas sim de uma infinidade de variáveis que são analisadas na velocidade da luz dentro de uma cabeça que parece que não vai conter tantos pensamentos.
Não se trata apenas de escolher um restaurante para sair em uma sexta a noite, mas sim de percorrer a possibilidade de:
“Será que eu consigo encontrar uma roupa que fique legal, talvez não consiga arrumar meu cabelo, e se chegar no restaurante marcado e não tiver mesa? Para onde poderemos ir? Se for, o que vou comer, afinal estou tentando me alimentar melhor e estar em um local com tantas tentações pode não ser fácil. E se eu tomar uma cervejinha hoje e quiser tomar outra amanhã? Vai prejudicar meu plano alimentar. Será que vai dar tempo de fazer meus exercícios antes de sair? E se não for legal lá e eu quiser vir embora, o pessoal vai ficar chateado… Eu trabalho tanto, quase não fico em casa, mas também quase não saio justamente porque trabalho muito. E tem a questão do dinheiro… Será que esse jantar não vai estourar meu orçamento? Vai que acontece um imprevisto no mês e eu fico sem dinheiro! Melhor ficar em casa. Mas meus amigos querem tanto ir… Como faço pra não ir sem chatear as pessoas? Etc, etc, etc…”

“Simples” assim.
Esse fluxo constante pode impedir que a escolha seja feita e não apenas porque a pessoa é indecisa, mas sim porque ela está realmente incapaz de decidir. E quanto mais ciente ele está deste incapacidade, mais angustiante é a situação, como num ciclo crescente.

Sendo assim, paciência.
Se você é a pessoa que vive esta situação, tente pensar racionalmente sobre todas as dúvidas que passam pela sua cabeça. Tente encontrar soluções racionais para seus questionamentos. Por exemplo: “Se estou com receio de estourar meu orçamento, posso separar a quantia que poderei gastar e, ao chegar no restaurante, garantir que ficarei dentro desse limite. Se eu não conseguir fazer todos os meus exercícios antes de sair, posso compensar na próxima vez em que me exercitar e etc.”
A princípio não será fácil.
Mas isso é uma questão de treino, tentativa, erro e acerto.
O importante e não desistir, apenas descansar quando for preciso.
Agora, se você percebe esse comportamento em alguém próximo, tente estimular aos poucos para que a pessoa consiga tomar pequenas decisões e fazer pequenas escolhas.
Caso perceba que esta pessoa está se sentindo sobrecarregada, tente fazer alguns ajuste para ela.
E saiba que pressionar uma decisão jamais será o melhor caminho.

Abraços,
Raquel Núbia

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Lassidão

Eu queria voar bem alto
e ir pra onde o sol se esconde.
Voar além das nuvens
onde ninguém jamais me encontre.

Eu queria correr pra longe
e ir depois daquele horizonte.
Seguir até o fim da estrada
Onde ninguém jamais me encontre.

Eu queria mergulhar fundo
e ser água que vem da fonte.
Submergir no silêncio do mar
onde ninguém jamais me encontre.

Eu queria queimar o fogo
e ver a chama arder, aos montes.
Ser a brasa que se apaga
onde ninguém jamais me encontre.

Eu queria transcender o mundo
Ser luz da vida, que o outro aponte.
Mas, sigo num mundo de faz de conta
onde, quem sabe, eu me encontre…

Raquel Núbia

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Foto sem filtro: Raquel Núbia – Búzios/RJ

 

“Ponto&Vírgula” – Post 02

Postei essa reflexão ontem no meu stories no Instagram e como tive muita resposta lá, achei que seria válido publicar aqui também:

É preciso ter sabedoria para filtrar tudo o que ouvimos.
O que as pessoas nos dizem e a forma como falam dos outros nos diz muito sobre elas mesmas, pois o discurso de uma pessoa geralmente vem carregado daquilo que a pessoa traz dentro de si. Por isso é preciso ficar atento.
Aqueles que somente julgam, falam mal de outras pessoas e apontam defeitos sem intenção de melhoria, estão sinalizando sua essência na forma de se comunicar.
Se elas não tem pudor de falar dessa forma com você sobre outras pessoas, certamente não terão pudor de falar DE você para os outros.
Então, preserve sua saúde mental e fique SEMPRE atento ao QUE você diz e a COMO diz e mantenha atenção ao que você escuta e permite entrar na sua vida.

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Abraços,
Raquel Núbia

 

 

“Ponto&Vírgula” – Post 01

Conforme postei aqui, pretendo inserir alguns conteúdos sobre saúde mental no Verba Volant. Quem já me acompanha sabe que sou Psicóloga mas, devido a vivências particulares, tenho também uma visão de paciente e é isso que gostaria de compartilhar com vocês, leitores. Algo entre explicações conceituais, aconselhamento e também meus relatos pessoais que podem ser comuns a tantas outras pessoas.

Entretanto, visando agrupar todas as propostas do blog, sem descaracterizar o propósito principal que é literário, proponho uma diferenciação dos posts.
Para isso, criei um menu lateral chamado “Ponto&Vírgula” onde todos os posts sobre o tema serão agrupados por meio de uma categoria/tag, facilitando as pesquisas. Dessa forma, basta clicar na categoria/tag do menu para visualizar somente as postagens deste projeto.
Outra diferenciação será o modelo adotado para as postagens, já que estas serão formatadas de maneira específica e não serão ilustradas com fotos próprias e outras nem mesmo serão ilustradas.

Além disso, o título virá sempre sinalizado com “Ponto&Vírgula” e o número da postagem, conforme este post.

Por que “Ponto&Vírgula”?

Essa simbologia é referente ao “Project Semicolon” (Projeto ponto e vírgula) iniciado em 2013 por Amy Bleuel e se trata de uma organização sem fins lucrativos que funciona como uma iniciativa “anti-suicídio”.
O projeto visa apresentar esperança para aqueles que estão lutando com depressão, suicídio e auto-mutilação. Esta iniciativa utiliza a tatuagem do símbolo de ponto e vírgula como uma forma de solidariedade entre pessoas que estão lidando com doenças mentais ou com a morte de alguém por suicídio, incluindo pessoas de diferentes crenças e religiões.
O símbolo é utilizado pois, na literatura, ele é empregado quando o autor podeira escolher terminar sua sentença com o ponto final, mas escolheu não o fazer. O autor é você e a sentença é a sua vida.

Deixei suas oportunidades de melhoria e sugestões nos comentários ou entre em contato comigo por e-mail!

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Novo menu!

Abraços,

Raque Núbia

 

 

Relembrando: Vida que segue

“Ela é autossuficiente para tomar as próprias decisões, seguir o próprio curso e, por mais que que a gente se veja encurralado em algum momento, quase ninguém fica encurralado pra sempre, porque a vida segue o rumo e o que antes era rua sem saída, vira recomeço num piscar de olhos.
Nesse exato momento eu estou (…) para continuar lendo, clique aqui.”

Raquel Núbia

Vida que segue

Relembrando: Estimação

Me sinto segura em dizer que nossa mente e nossos medos geralmente são nossos maiores adversários. Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos e tendo tanto conhecimento, sabendo cada fraqueza, alguma vezes nos tornamos nossos piores inimigos. Precisamos ter em mente, que também podemos ser nossos maiores aliados.

“Guardamos fantasmas embaixo do travesseiro e vez ou outra eles saem de lá e vem para o mundo dar uma volta conosco. Nos acompanham, por vezes o dia todo, por vezes só parte do dia. Os cultivamos, alimentamos, os fortalecemos.
Quando eles se vão, vamos atrás e os trazemos de volta.
Por que nem sempre conseguimos deixá-los ir? (…) para continuar lendo, clique aqui.”

Raquel Núbia

Estimação