03° Indicação – Mystery Blogger Award

A querida Alessandra do Blog Caviar o Ovo Frito, que você pode conhecer clicando aqui, veio me informar em um singelo comentário, que havia me indicado para o Mystery Blogger Award. Neste mesmo comentário ela dizia que sabia que eu já havia sido indicada, mas que gostava de do meu Blog e por isso o estava indicando novamente… Sem problemas! Podem indicar quantas vezes quiserem 🙂
Devido as outras indicações, já fiz dois posts atendendo às exigências da indicação e você pode conferir o primeiro e o segundo. Sendo assim, respondo abaixo as 7 perguntas que a Alessandra deixou para os indicados dela:

1- Como escolheu e surgiu o nome do blog?

Como vocês já devem saber eu sou Psicóloga e sempre que vou ministrar algum curso ou alguma palestra gosto de procurar a origem etimológica das palavras relacionadas ao tema. Como o latim é nossa língua mãe, achei que seria interessante recorrer a ela no momento de criar o nome do Blog, então fiz uma pesquisa por expressões em latim comumente utilizadas hoje em dia e encontrei a expressão “verba volant scripta manent” – “palavras faladas voam para longe, palavras escritas permanecem” e achei o conceito interessante uma vez que o que eu escrevo aqui voa realmente para longe, até para fora do país, mas ao mesmo tempo permanece aqui por meio da escrita. A expressão é mais comumente empregada na área do Direito, mas me identifiquei com o significado.

2- Você acha que o seu blog tem o poder de transformar vidas e por que?

Eu acredito que tudo o que fazemos tem o poder de transformar vidas, basta que nossas ações encontrem a pessoa no exato momento em que ela está aberta para a transformação. Já tive relatos de leitores do blog e seguidores da página falando sobre como foram levados a refletir após a leitura de algum conteúdo meu. Então, ainda que esse não seja exclusivamente meu foco, eu acredito que o Verba Volant tem o poder de transformar vidas.

3- Como é sua rotina de postagem?

Eu não tenho exatamente uma rotina de postagens. Tenho muito conteúdo escrito que ainda não foi digitalizado, então tento digitalizar sempre que posso e programo as postagens para que sempre tenha algo novo no Blog. Entretanto tem aqueles dias que a gente produz “do nada” e, dependendo do tipo de produção ou inspiração aleatória, faço os posts no mesmo dia, pois sinto como se aquele conteúdo precisasse ser compartilhado. Outra ferramenta a qual costumo recorrer é a tag “Relembrando” que criei para compartilhar os conteúdos mais antigos do Blog, pois em setembro ele completa 03 anos, mas no início os acessos não eram tão altos como hoje, e tem muita coisa bacana que eu quero que meus leitores e seguidores vejam.

4- Como acha que poderíamos mudar o quadro de violência no Brasil?

Investindo em educação. E quando digo educação, não penso somente em sala de aula, mas em educação familiar. É necessário proporcionar às famílias uma condição de sobrevivência em que consigam dedicar seu tempo tendo como prioridade a educação dos filhos e das crianças ao redor. Fica muito complicado hoje cobrar uma criação de qualidade quando os pais passam grande parte do dia acumulando trabalhos para sustentar a família… E para as famílias que já possuem essa condição, o investimento teria que ser mais profundo para que percebam a importância da educação familiar para o desenvolvimento das crianças. Ao meu ver, esse é o único caminho.

5- Se você pudesse criar um mundo. Quais as cinco coisas que não poderiam faltar neste mundo e por que?

Não vou citar aqui as coisas básica como alimento, saúde, condições de existência, OK? Então vamos lá:

01 – Música. Porque por meio dela podemos nos expressar e expressar o que sentimos… Pra mim, a música tem poder 🙂

02 – Fones de ouvido. Porque, se vai ter música e cada um gosta de um tipo, ninguém é obrigado a ouvir o que o outro está ouvindo 😉

03 – Lápis de cor. Porque é uma ferramenta para liberarmos nossa criatividade quando nossa mente está cansada. Não precisamos pensar demais, nem criar demais… Apenas deslizar o lápis na folha…

04 – Folhas de papel. Porque escrever a mão, pra mim, tem muito mais significado do que digitar qualquer coisa. Até mesmo o tipo de letra que faço já diz muito do que estou sentindo no momento da escrita.

05 – Toalha. O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas. Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho… pode deitar-se sobre ela… você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham… pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio… pode enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas… você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa. Porém, o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está a sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito. (Trecho do Capítulo 3 do livro ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’ de Douglas Adams.)

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Abraços,

Raquel Núbia

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Dos motivos errados

Tem dia que parece que foi feito para mostrar pra gente que não é permitido sonhar. Na verdade, não são dias inteiros (às vezes são), mas alguns momentos que trazem a realidade socando a porta no intuito de lançá-la ao chão e escancarar a verdade com ou sem a nossa permissão.
Quando é assim, me questiono a real motivação do “sonho”: “Por que estou fazendo isso? Por que quero aquilo? Por que tenho pressa?”
Às vezes me flagro no ímpeto de realizar coisas, somente (quase somente) para provar um ponto de vista e isso me incomoda.
Não há nada de errado em se espelhar em alguém, em ter um modelo, até mesmo uma inspiração, mas não é disso que estou falando.
Estou falando de um sentimento mesquinho de validação, direcionado a pessoas que não tem valor (em qualquer sentido) e, portanto jamais poderiam validar a mim ou a outras pessoas de qualquer forma.
Já faz bem tempo que deixei de viver conforme o desejo do outro e me policio constantemente para fazer as coisas pelos motivos certos, e não esperando um retorno de outras pessoas, ainda mais de pessoas que não me acrescentam nada, muito pelo contrário.
Acho que a vida é assim mesmo e vez ou outra exige um esforço danado para que a gente se lembre de lutar, seguir e persistir pelos motivos certos.

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia – Alto Caparaó/MG