Relembrando: Promissão

Muito satisfatório olhar para trás e ver que conseguimos cumprir com o que havíamos proposto para nós mesmos. Ás vezes, estamos tão submersos em nossos conflitos, que fica difícil alcançar a superfície para respirar. Mas a tempestade sempre passa, conseguimos nadar no nosso ritmo e, após chegarmos na costa, podemos enfim olhar o que superamos e enxergar no lugar de ondas turbulentas, apenas uma linda paisagem.
Quer firmar esse compromisso com você mesmo hoje?

“Eu proponho uma vida nova.
Uma vida em que nós não sejamos dependentes de uma imagem ou de uma atualização, em que nós não sejamos compelidos a tomar notícia do que prende nosso peito e descompensa nosso coração e em que nós não desejemos ver no outro a justiça que não cabe a nós.
Eu proponho uma vida nova.
Uma vida em que nós… clique aqui para continuar lendo.”

Raquel Núbia

Promissão

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Promissão

Eu proponho uma vida nova.
Uma vida em que nós não sejamos dependentes de uma imagem ou de uma atualização, em que nós não sejamos compelidos a tomar notícia do que prende nosso peito e descompensa nosso coração e em que nós não desejemos ver no outro a justiça que não cabe a nós.
Eu proponho uma vida nova.
Uma vida em que nós não ocupemos nossa memória com vozes, rostos e palavras que não nos dizem nada, que apenas nos assombram e retorcem nossas entranhas e sufocam o nosso respirar.
Eu, pelo menos, preciso me obrigar a essa vida nova.
Onde eu não me force a superar o que ou quem não está apto ou não vale o combate, a resposta, nem sequer o pensamento. Precisamos nos forçar ao esquecimento do que nunca deveria ter se tornado memória.
Isso é necessário.

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia – Alto Caparaó/MG

Preces

Foram tantas as promessas quebradas,
Tantas as palavras perdidas…
Eu fazia preces por você,
Hoje imploro para que não saia de minha vida.
A dor que fixou raízes no um peito
Tenta, inflamada, me tirar você.
Eu imploro novamente para que não me deixe,
Mesmo essa dor dizendo que não vou te ter.
Nada alivia essa inimiga já conhecida,
Que me toma de uma forma a não ter defesa.
Em minha infinita fragilidade
Com meus passos de criança
Corro em sua direção me fingindo de mulher,
Escondendo o que te assusta,
Me agarrando nos pedaços das promessas.
Procurando as palavras
Que foram perdidas
Com o peso das palavras que já foram ditas,
Colocando minha dor embaixo dos meus sorrisos.
Minhas preces ainda são feitas,
Muitas delas são para você.
Te presenteio o meu corpo com meu mais belo vestido,
Fingindo com maestria que não sei que os dias estão contados,
Que logo você vai seguir seu caminho.
E o que me restará serão as preces
E a amiga dor,
A velha e nova dor de ter perdido.

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Imagem: favim.com

Raquel Núbia