DIA #18 – 30 DAY CELEBRATION

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“Toda vez que você se frustra e permite que suas emoções venham a superfície de forma explosiva, você se machuca e corre o risco de machucar quem está ao seu redor. Com essa demonstração desproporcional da emoção, você não consegue visualizar a situação de maneira racional e por isso não aprende as lições que precisa para evitar novas frustrações.
Existe sim um lado bom em cada situação ruim. Basta que você se treine para conseguir perceber e descobrir o que é. Sabendo disso você conseguirá transpor os problemas com mais facilidade e certamente sofrerá menos.
Ah! E outra coisa! Não deposite todas as suas expectativas em terceiros. Você é forte e você consegue suprir tudo o que precisa. Seja essa pessoa e quem se aproximar de você permanecerá por escolha e não por obrigação.
O que te parece o fim do mundo hoje, será sua escada para o sucesso no futuro.
Tenha fé. Acredite em você. Confie em poucos. Honre sua família e nunca se esqueça de que as coisas sempre melhoram no final”.

P.S.: A tatuagem na foto foi a primeira que fiz. Essa foto é de 2008. No ano de 2016/2017 ela foi coberta com uma outra que me representa muito mais e que vai aparecer aqui daqui uns dias 😉

Abraços,
Raquel Núbia

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Foto de 2009 ainda com minha “mini” fênix – uma representação do que eu era

Adverso

Eu não sou uma princesa de contos de fada.
Nem sou a destemida heroína que salva a todos no final.
Eu não sou a inspiração das rimas dos poetas,
Nem guardo um talento, um dom especial.
Não forço a entrada da minha presença pra’s pessoas.
Me dou a oportunidade de, quando quero, dizer não.
Eu tento não impor meus dogmas e verdades,
Tento seguir discreta, mesmo que na contramão.
Eu não sou a delicadeza que se espera das pessoas.
Nem a fortaleza imponente na estrada.
O que constroem a meu respeito, surge do olhar de fora,
E dessa imagem torpe, muitas vezes não tenho nada.
Eu não sou em totalidade a correspondência perfeita,
Das expectativas e projeções dos que julgam sem saída.
Eu sou a imperfeição em forma de gente,
Nesse vai e vem de ondas que chamamos de vida.

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Foto: Raquel  Núbia – Praia Azeda, Búzios/RJ

Raquel Núbia

Inesperado

E quando o silêncio fala mais alto do que as palavras?
Às vezes é somente ele que pode traduzir o que sentimos e às vezes é o nosso maior aliado.
E quando as palavras simplesmente fogem e até nossos pensamentos nos traem?
Às vezes nos surpreendemos com nossa capacidade de ignorar alguém ou algo e simplesmente seguir em frente.
E quando percebemos que nosso espelho perfeito se quebrou em mil pedaços e nunca mais será tão belo?

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Talvez seja uma oportunidade de olhar para nós mesmos sem precisar da segurança do outro.
E quando as palavras que escutamos soam vazias?
Talvez seja porque abrimos nossos ouvidos para o que realmente importa.
E quando não sentimos nada quando deveríamos sentir tudo?
Com certeza é porque demos um passo a frente e deixamos o que passou no passado sem carregar restos e deixar rastros.

Raquel Núbia

Recomeço

Quantas oportunidades ainda teremos para recomeçar?
Quantas chances ainda nos serão dadas?
Quantas vezes mais poderemos decidir continuar?
O futuro só é incerto para aqueles que não cultivam no presente o que querem colher. Semeando todos os dias as sementes da dedicação e do comprometimento o resultado não será outro que não o êxito de nossas ações.
Ao mesmo tempo devemos saber que por mais que outras pessoas influenciem nosso caminho, nosso sucesso depende quase que totalmente apenas de nós mesmos, da maneira como encaramos os desafios, as conquistas e as derrotas.
Mais importante do que desejar algo, são as atitudes que tomamos em nosso dia a dia para efetivamente alcançar o que desejamos, mas desejar sem agir, é apenas sonhar em vão. Então aproveite o hoje, aproveite o agora e recomece, não perca tempo: mãos à obra.

Raquel Núbia

Noites de domingo

Ninguém gosta de noites de domingo…
Pergunte a quem quer que seja todos responderão o mesmo.
Sendo o início de uma nova semana, não era para pensarmos em recomeço? Em novas oportunidades de fazer o que ainda não fizemos e, quem sabe, concertar o que fizemos de errado?
Mas não é assim.
Porque junto com a noite aparecem também as angústias das obrigações do dia a dia, dos afazeres que por vezes procrastinamos por motivos vários… junto com a noite vem a sensação de estarmos reiniciando um ciclo que parece não acabar nunca, onde corremos, corremos mas não saímos do lugar… onde não chegamos a lugar algum.
Talvez, as noites de domingo apenas deixem aflorar o que repreendemos durante todos os dias e noites do restante da semana, simplesmente por estarmos ocupados demais com tudo o que nos é exigido, com tudo o que exigimos de nós mesmos.
A correria da semana, muitas vezes nos impede de pensar claramente, e até mesmo de reavaliar o que temos feito dos nossos dias e qual a importância das nossas “realizações”, acredito até que culpar a correria é um dos artifícios que usamos para não olharmos para nós mesmos afinal, quem gosta de enfrentar a realidade daqueles pensamentos que aparecem sorrateiramente nas noites de domingo?
Fazer essa leitura de quem somos não é uma obrigação, se olharmos a nossa volta, veremos que muitas pessoas vivem seus dias em paz, gozando de um ignorância que os protege desses questionamentos e por consequência, da necessidade de se repensar. Não é difícil reconhecer essas pessoas, geralmente são elas que se ocupam dos detalhes mais fúteis e triviais de nossas rotinas, são aquelas que quando cruzam nosso caminho não tem muito que acrescentar, e por vezes deslocam suas angústias, direcionando suas frustrações nos outros…
Já as pessoas que não gostam das noites de domingo, não são tão fáceis de identificar… Por serem diferentes, e por isso conscientes do que não satisfaz em suas vidas, sabem que esses medos e essas angústias não são bem aceitas na sociedade em que vivemos. Dessa maneira se escondem sob uma de suas máscaras sociais mostrando ao mundo somente o que ele quer ver e deixam para “encarar” a outra face de si mesmo, em uma outra noite de domingo.

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Raquel Núbia