Hoje conversando sobre algumas coisas com um amigo, senti um pequeno nó se formando na minha garganta.
Aquela vontade de chorar que vem quando a gente não espera e que faz com que encerremos imediatamente nossos pensamentos porque, se não o fizermos, o nó não ficará somente na garganta e inevitavelmente se transformará em lágrimas indesejadas…
Sei que essa vontade veio porque me deparei com a obrigação de fazer algo que me agrada e desagrada na mesma quantidade, por realizar que as coisas não são nada como deveriam ser e não serão, por saber que não importa o quanto façamos, algumas pessoas simplesmente não nos veem como pessoas boas e inventam para si uma imagem baseada em sua própria criatividade e não fatos por mais claros que eles sejam.
Esse nó veio para mascarar uma saudade… Saudade de coisas que nem sequer aconteceram, mas principalmente de sonhar com elas, em como seriam… E por perceber que não se pode ter tudo o que se deseja porque, para alcançar alguma coisa, outra tem que ser deixada para trás.
Então é melhor para de pensar e simplesmente viver… Afinal os desejos que não se realizaram já estão no passado e suas consequência bem vivas no presente e o que resta é tentar focar no novo e sonhar com o que ainda virá…

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06/12/2012
Raquel Núbia

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Efeito

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Foto: favim.com

Parece que estou com um choro preso na garganta…
Alguma emoção está entalada e ameaça ora ser engolida, ora explodir.
Parece que estou com frio na barriga…
Alguma sensação que não decidiu se vai ou se fica, se fica ou se vai sair.
Parece que estou com a cabeça nas nuvens…
Alguns pensamentos vagando sem rumo, que não sabem se me fazem chorar ou sorrir.
Parece que estou com o coração sem controle…
Deixando escapar das minhas mãos todo o poder de poder decidir.
E esse choro preso,
Esse frio constante,
A cabeça nas nuvens,
O coração inconstante,
Me traz o desejo de um lugar isolado,
Onde eu consiga o momento tão aguardado,
Em que a fúria do pensamento fique calada,
E a garganta desfaça esse nó que a mantém sufocada.

Passam minutos, horas, se vai mais um dia.
Mais um turbilhão, não há calmaria.
E em meio a desordem eu faço uma prece,
“que mude o que sinto, ou o que esse sentir me parece”.

Raquel Núbia