Relembrando: Razão

Razão
Imagem da internet

Quando de manhã o seu despertador sinaliza que é chegada a hora de colocar os pés no chão e encarar mais uma vez o dia recém-nascido, o que te faz seguir em frente? A razão que te move é a mesma razão que move os sonhos que você guarda?
A vida que você leva na prática é a vida que você leva na teoria?
Pode ser muito atrevimento essa onda de perguntas porque provavelmente as minhas respostas também não são compatíveis…
E qual a razão para que não sejam?
O que nos impede de viver de acordo com o que pensamos para nós?
Eu pergunto, porque me pergunto e, no tumulto, as respostas ficam camufladas. No tumulto às vezes não dá nem pra pensar…
Mas qual a razão de viver uma vida onde não se consegue nem pensar sobre os motivos que nos fazer seguir?
Se seguimos sem motivos, seguimos sem razão… E se nos negamos a razão, por que seguir?

Raquel Núbia

DIA #24 – 30 DAY CELEBRATION

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Águas que levam as dores e trazem lembranças.
Lavam o cansaço, mostra esperança.
Cheiro de brisa que invade a alma,
sons naturais que devolvem a calma.
Nas sensações do corpo na água pura
onde somente o sal guarda amargura,
sente a leveza de estar entregue,
e deixa que a água do mar te carregue.
No ceú azul, poucas nuvens se atrevem,
Mas não apagam o sol, não conseguem.
Sempre o lugar que me acolhe a esperar,
que não encontro em nenhum outro lugar:
ah… mar…

Raquel Núbia

Editada no Lumia Selfie
Foto: Raquel Núbia – Rio das Ostras/RJ

 

DIA #02 – 30 DAY CELEBRATION

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Em algumas ocasiões falei brevemente sobre a criação do Verba Volant, mas nunca de forma muito detalhada.
Em 2012 fiz minha conta aqui no WordPress e iniciei postagens em um blog chamado Abreação. O conteúdo era bem parecido com o VV, ainda que o layout não fosse tão maduro e meus acesso não fossem tão constantes, era apenas um lugar para “arquivar” o que eu escrevia depois de ouvir das pessoas que tinham acesso às minhas produções que eu deveria torná-las públicas de alguma maneira.
Entretanto, pouco mais de um ano depois, resolvi excluir o Abreação com tudo o que havia nele. Aquele conteúdo não em representava, o layout infantil não dizia mais nada de mim e então não fazia mais sentido mantê-lo, até porque a motivação para atualizá-lo era praticamente inexistente.
Costumo dizer que escrever é uma forma de me manter sã, sempre foi. E a necessidade da sanidade gritou mais alto em 2014, quando eu enfrentava há pouco mais de um ano um momento complicado de saúde, em que já esgotava minhas forças e tentativas de buscar ajuda sem propriamente pedir socorro e fazer com que alguém percebesse que o que estava acontecendo não era apenas o resultado de um “temperamento difícil” e sim de algo mais sério que dia a dia me roubava um pouco da vontade de seguir.
Nesse momento, um projeto pessoal onde eu poderia expor o que quisesse me pareceu uma saída para manter minha cabeça funcionando e extrair da minha mente e coração o que me sufocava. Os leitores podem observar que, logo após a criação do Blog, as postagens não eram tão frequentes e que se estabilizaram mesmo no decorrer de 2015 e principalmente de 2016. Isso se deve ao fato de que logo após iniciar o blog minha saúde piorou e me levou a um lugar em que eu simplesmente era incapaz de produzir o que quer que fosse.
Meu caminho de piora-tratamento-melhora está definitivamente refletido no Verba Volant e ainda hoje quando leio os posts mais antigos, consigo me lembrar quase exatamente do momento em que ele foi postado.
Resumidamente foi assim que se deu a criação do Verba Volant e ainda hoje ele é o meu reflexo, mesmo que nem sempre o conteúdo das produções sejam baseadas na minha vida totalmente, tudo o que há aqui nesse espaço é parte de mim.

Raquel Núbia

Alto Caparaó (11)
Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Alto Caparaó/MG

 

Inspiração

O vento soprando.
Uma folha no chão.
Uma voz falando.
O coração.

Música tocando.
Lembrança esquecida.
Alguém passando.
A vida.

O amor sentido.
A raiva guardada.
O momento vivido.
A chance passada.

A alegria no peito.
A lamúria da alma.
O poema perfeito,
Vindo da calma.

Letras combinadas.
Mensagens escondidas.
Frases embaralhadas.
Pessoas queridas.

Tudo ao redor.
Tudo o que o olho vê.
Necessidade maior.
Prazer.

A escrita do dia.
Constante pulsação.
Real ou fantasia.
Inspiração.

Sem fim.

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Foto: Raquel Núbia – Alto Caparaó/MG

Raquel Núbia

Adverso

Eu não sou uma princesa de contos de fada.
Nem sou a destemida heroína que salva a todos no final.
Eu não sou a inspiração das rimas dos poetas,
Nem guardo um talento, um dom especial.
Não forço a entrada da minha presença pra’s pessoas.
Me dou a oportunidade de, quando quero, dizer não.
Eu tento não impor meus dogmas e verdades,
Tento seguir discreta, mesmo que na contramão.
Eu não sou a delicadeza que se espera das pessoas.
Nem a fortaleza imponente na estrada.
O que constroem a meu respeito, surge do olhar de fora,
E dessa imagem torpe, muitas vezes não tenho nada.
Eu não sou em totalidade a correspondência perfeita,
Das expectativas e projeções dos que julgam sem saída.
Eu sou a imperfeição em forma de gente,
Nesse vai e vem de ondas que chamamos de vida.

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Foto: Raquel  Núbia – Praia Azeda, Búzios/RJ

Raquel Núbia