Relembrando: Inconstância x Incoerência

Das coisas que não consigo compreender ainda hoje…

incostância x incoerência

Inconstância x Incoerência

Quantas pessoas cabem dentro da gente?
Quantas versões de nós mesmos podemos ser?
Quantas vezes ainda vamos mudar de ideia?
Quantas vezes ainda vamos nos surpreender?

Que se afaste de mim o desejo de me manter sempre na normalidade, estagnada, sem jamais passar por nenhuma alteração! A cada vez que o novo se apresenta, há uma nova chance de aprendizado, de amadurecimento e de mudança. E a cada vez que a repetição se apresenta, há uma chance de olhar de novo com um outro olhar… Reparar em detalhes que não havíamos percebido antes.
A mudança, às vezes, causa medo, mas até mesmo o enfrentar desse medo nos modifica. Acreditar que somos imutáveis é desacreditar na natureza humana. Jamais hei de pedir, exigir ou crer que as pessoas não mudam. Que sejam mudanças positivas ou negativas, elas acontecem.

Mas, cabe aqui um parêntese ou um parágrafo.

Mudança não implica em incoerência.
Ser incoerente é perder a harmonia entre os fatos e as ideias.
Posso deixar de gostar de lilás e me apaixonar pelo verde! Mas não posso amar o verde e reclamar da cor das florestas!

Mude sempre que quiser!
Mas mantenha a coerência nas suas escolhas, principalmente na relação entre o que você diz e o que faz, ainda que ninguém veja.
Faz bem ser singular e muitas vezes contraditório, mas não se perca no caminho – seja fiel a você mesma.”

Raquel Núbia

Anúncios

Inconstância x Incoerência

Quantas pessoas cabem dentro da gente?
Quantas versões de nós mesmos podemos ser?
Quantas vezes ainda vamos mudar de ideia?
Quantas vezes ainda vamos nos surpreender?

Que se afaste de mim o desejo de me manter sempre na normalidade, estagnada, sem jamais passar por nenhuma alteração! A cada vez que o novo se apresenta, há uma nova chance de aprendizado, de amadurecimento e de mudança. E a cada vez que a repetição se apresenta, há uma chance de olhar de novo com um outro olhar… Reparar em detalhes que não havíamos percebido antes.
A mudança, às vezes, causa medo, mas até mesmo o enfrentar desse medo nos modifica. Acreditar que somos imutáveis é desacreditar na natureza humana. Jamais hei de pedir, exigir ou crer que as pessoas não mudam. Que sejam mudanças positivas ou negativas, elas acontecem.

Mas, cabe aqui um parêntese ou um parágrafo.

Mudança não implica em incoerência.
Ser incoerente é perder a harmonia entre os fatos e as ideias.
Posso deixar de gostar de lilás e me apaixonar pelo verde! Mas não posso amar o verde e reclamar da cor das florestas!

Mude sempre que quiser!
Mas mantenha a coerência nas suas escolhas, principalmente na relação entre o que você diz e o que faz, ainda que ninguém veja.
Faz bem ser singular e muitas vezes contraditório, mas não se perca no caminho – seja fiel a você mesma.

Raquel Núbia

IMG_20161022_181312588_HDR-COLLAGE
Foto: Raquel Núbia

Seguindo

images (2)

Mais uma vez não sei ao certo (nem ao errado) o que tô aprontando da minha vida. Acho que me acostumei a ser assim, desse jeito, perfeitamente inconstante, realisticamente sonhadora, excitantemente preguiçosa.
Por tantas, tantas vezes desejei ser diferente, ou melhor, ser apenas igual. E por tantas, tantas vezes o que foi comum pra mim foi justamente a diferença.
Desde que me lembro sempre fui assim.
De querer casa, querer silêncio, me acostumando com os momentos variados de ficar só.
E, desde que me lembro, isso sempre criou um lugar só meu.
Eu não sei seguir esse maldito contrato social e sou sempre empurrada (por mim mesmo) pra esse canto onde quase ninguém vai.
Não me entenda mal. Porque eu não me entendi. Não somos únicos. Não somos especiais (eu não sou, você que lê também não é – não se engane), não penso nisso. Mas se não falar por mim, quem falar?
Às vezes me questionou se todo mundo se sente assim…
Essa inquietação de sensação de fora do lugar, esse embaralho constante não só de palavras, mas de pensamento e comportamento.
Será que isso tudo ė mesmo anseio em aceitar a felicidade?
Ou será que isso tudo ė mesmo receio em aceitar a realidade?

Raquel Núbia