Relembrando: Sobre o que deixamos de falar

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Sobre o que deixamos de falar
Foto: Raquel Núbia – Muriaé/MG

São muitas as frases atribuídas à Freud (médico neurologista, criador da Psicanálise), mas de todas elas, verdadeiras ou não, existe uma que ao meu ver é imbatível e inegável: “Cala-se a boca, falam as pontas dos dedos”.
Podemos sim fechar nossa boca, calar tudo o que sentimos, não responder a provocações, não revidar agressões… Podemos não responder a sentimentos, não corresponder à investidas alheias, tudo isso podemos.
Mas quando a demanda é grande, quando as coisas transbordam dentro de nós, de uma forma ou de outra, nos manifestamos. E nesse momento não são somente os dedos que falam… Falam também as unhas roídas, a mordida no canto da boca, a insônia, a falta de apetite, a dificuldade de concentração, a falta de vontade e o excesso de pensamentos. Tudo isso fala.
Quando se cala com o coração em paz, tudo se acalma.
Mas quando o silêncio vem da impossibilidade de ação, a calma é capa para páginas rabiscadas…
Observe.
Observe quem se cala a sua volta, mas observe acima de tudo você.
Saiba ler além das palavras.
Não se negue a oportunidade de ouvir o que seus dedos lhe dizem.

Raquel Núbia

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Você não sabe

Ei!
Você não sabe rimar!
Você não sabe escrever,
não sabe se expressar!

Ei!
Você não sabe falar!
não sabe o que esconder,
não sabe o que mostrar!

Ei!
Você não é de verdade!
Você não sabe seguir,
não sabe o que liberdade!

Ei!
Você não sabe de nada!
Você não sabe do ontem,
e no passado é piada!

Ei!
Você não sabe…
E jamais saberá ao certo!
Não sabe que quem te entrega,
É quem você leva por perto!

Ei!
Você não sabe…

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia

 

 

Sobre o que deixamos de falar

São muitas as frases atribuídas à Freud (médico neurologista, criador da Psicanálise), mas de todas elas, verdadeiras ou não, existe uma que ao meu ver é imbatível e inegável: “Cala-se a boca, falam as pontas dos dedos”.
Podemos sim fechar nossa boca, calar tudo o que sentimos, não responder a provocações, não revidar agressões… Podemos não responder a sentimentos, não corresponder à investidas alheias, tudo isso podemos.
Mas quando a demanda é grande, quando as coisas transbordam dentro de nós, de uma forma ou de outra, nos manifestamos. E nesse momento não são somente os dedos que falam… Falam também as unhas roídas, a mordida no canto da boca, a insônia, a falta de apetite, a dificuldade de concentração, a falta de vontade e o excesso de pensamentos. Tudo isso fala.
Quando se cala com o coração em paz, tudo se acalma.
Mas quando o silêncio vem da impossibilidade de ação, a calma é capa para páginas rabiscadas…
Observe.
Observe quem se cala a sua volta, mas observe acima de tudo você.
Saiba ler além das palavras.
Não se negue a oportunidade de ouvir o que seus dedos lhe dizem.

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Raquel Núbia

Vamos calar

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Vamos calar o que nos revela.
Vamos calar o que não corresponde.
Vamos calar o que não tem espaço.
O que não se esconde.

Vamos calar o que é perigoso.
Vamos calar o que é nossa verdade.
Vamos calar o que é medo guardado.
O que é privacidade.

Vamos calar o que é lado oposto.
Vamos calar o que não é igual.
Vamos calar o que é insanidade.
O que não é normal.

Vamos calar o que não interessa.
Vamos calar o que é nosso medo.
Vamos calar o que não é bem vindo.
O que é nosso segredo.

Vamos calar porque não há ninguém.
Vamos calar porque ninguém quer ouvir.
Vamos calar porque não se espera dizer.
Vamos calar pois só nos resta sentir.

Raquel Núbia