DIA #02 – 30 DAY CELEBRATION

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Em algumas ocasiões falei brevemente sobre a criação do Verba Volant, mas nunca de forma muito detalhada.
Em 2012 fiz minha conta aqui no WordPress e iniciei postagens em um blog chamado Abreação. O conteúdo era bem parecido com o VV, ainda que o layout não fosse tão maduro e meus acesso não fossem tão constantes, era apenas um lugar para “arquivar” o que eu escrevia depois de ouvir das pessoas que tinham acesso às minhas produções que eu deveria torná-las públicas de alguma maneira.
Entretanto, pouco mais de um ano depois, resolvi excluir o Abreação com tudo o que havia nele. Aquele conteúdo não em representava, o layout infantil não dizia mais nada de mim e então não fazia mais sentido mantê-lo, até porque a motivação para atualizá-lo era praticamente inexistente.
Costumo dizer que escrever é uma forma de me manter sã, sempre foi. E a necessidade da sanidade gritou mais alto em 2014, quando eu enfrentava há pouco mais de um ano um momento complicado de saúde, em que já esgotava minhas forças e tentativas de buscar ajuda sem propriamente pedir socorro e fazer com que alguém percebesse que o que estava acontecendo não era apenas o resultado de um “temperamento difícil” e sim de algo mais sério que dia a dia me roubava um pouco da vontade de seguir.
Nesse momento, um projeto pessoal onde eu poderia expor o que quisesse me pareceu uma saída para manter minha cabeça funcionando e extrair da minha mente e coração o que me sufocava. Os leitores podem observar que, logo após a criação do Blog, as postagens não eram tão frequentes e que se estabilizaram mesmo no decorrer de 2015 e principalmente de 2016. Isso se deve ao fato de que logo após iniciar o blog minha saúde piorou e me levou a um lugar em que eu simplesmente era incapaz de produzir o que quer que fosse.
Meu caminho de piora-tratamento-melhora está definitivamente refletido no Verba Volant e ainda hoje quando leio os posts mais antigos, consigo me lembrar quase exatamente do momento em que ele foi postado.
Resumidamente foi assim que se deu a criação do Verba Volant e ainda hoje ele é o meu reflexo, mesmo que nem sempre o conteúdo das produções sejam baseadas na minha vida totalmente, tudo o que há aqui nesse espaço é parte de mim.

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Alto Caparaó/MG

 

Setembro vem aí!

O mês de Setembro é um mês comemorativo tanto para o Blog quanto para mim, pessoalmente, pois serão dois aniversários para celebrar: O do Verba Volant e o meu.
No dia 05 o verba Volant completa 03 anos de vida *-*
Postei há algumas semanas falando superficialmente sobre isso… Minha conta no WordPress tem 05 anos, porém o primeiro Blog que fiz era o Abreação que seguia na mesma linha do Verba Volant. Após mantê-lo por um tempo, o deletei completamente, apagando todo o seu conteúdo.
Essa decisão representa bastante do momento em que eu estava vivendo na época, assim como a criação do VV que na frequência (ou ausência) de postagens iniciais mostra entre os versos o período conturbado de sua criação.
Além disso, no dia 16 completo 30 anos e por mais que eu não seja muito adepta à grandes comemorações a não ser vez ou outra, e que geralmente fique muito reflexiva nessa época do ano, 30 anos é uma idade simbólica, mesmo que eu não saiba exatamente por que.
Sendo assim…
Pensei em realizar outro desafio de 30 dias, como o que fiz no mês de Maio. Fiz algumas pesquisas e consegui montar um rascunho das questões que serão abordadas durante o mês de Setembro, mas gostaria da participação de vocês, seguidores e leitores, por meio de sugestões:
O que vocês gostariam de saber? Qual tema gostariam de sugerir para uma das postagens?
Deixem suas sugestões nos comentários ou envie por e-mail. Como eu disse, fiz um planejamento, mas ficarei contente em atlerá-lo de acordo com a demanda de vocês.

É isso.
Espero que gostem da ideia, que façam suas sugestões, que me acompanhem no próximo mês e que comemorem comigo 😉

Abraços,

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Petrópolis/RJ

04° indicação – Mystery Blogger Award

A Tayna Caroline do Blog Edificação Particular indicou o Verba Volant ao Mystery Blogger Award, somando esta a quarta indicação do blog. Deixo os links das outras portagens referentes ao prêmio aqui, aqui e aqui para que vocês possam ler.
Abaixo responso as perguntas que a Tayná me fez:

Por que você escolheu ser blogueiro/a?
Na verdade eu não escolhi ser blogueira, eu escolhi ter um blog, rsrsrsr… Sempre que falam de blogueira me vem na mente pessoas mais voltadas ao mundo da moda, design e meios afins e eu não me encaixo nisso. Enfim, escolhi fazer o blog para compartilhar com quem quer que seja um pouco do que escrevo. Sempre escrevi e esse hábito diz muito de mim, depois de muito tempo mantendo tudo pra mim e para meus amigos, tive a ideia de fazer um local público para registrar. Isso me ajudou na obrigação de digitar o que escrevo, pois amo escrever a mão, e acabou que abriu as portas para outras paixões como a fotografia, que tenho utilizado muito por aqui e isso faz com que toda oportunidade de garimpar imagens seja aproveitada. E além disso tudo, manter o blog ativo exige criatividade, então acabei dando espaço ao canto que é algo que gosto muito, sempre fiz, mas não costumava compartilhar.

O que seu blog significa para você?
Meu blog significa um espaço de expressão e troca com outras pessoas que possuem o mesmo interesse do que eu. Gosto de rever meus textos mais antigos e ver como mudei minha forma de escrever e de pensar. Manter o blog significa manter um espaço todo meu, onde tenho total poder de escolha e decisão e onde me dedico a algo que, se pudesse, faria como profissão.

Quando você criou o blog?
Tenho o domínio no wordpress há cinco anos, pois tinha um outro blog literário que excluí por motivos pessoais. O Verba Volant completará 03 anos em setembro deste ano.

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Mensagem do WordPress pelo “aniversário” de registro.

O que te motiva a continuar?
A interação com as pessoas que chegam até o Blog é um grande incentivo. Sinceramente se eu tivesse um blog que ninguém lê, provavelmente manteria apenas um diário pessoal. Mas o que me motiva também é um pouco do que citei acima, a obrigação de manter um projeto pessoal independente de vida profissional, o qual faço por puro prazer e satisfação e que me permite elaborar e me recuperar do dia a dia que exige tanto.

Qual é o blog que você mais se identifica?
Não me sinto confortável de citar um só, mas são, em geral todos os poucos que sigo.

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Abraços,

Raquel Núbia

 

O estímulo nosso de cada dia

Por ter estudado tanto Motivação durante minha graduação e trabalhar esse conceito constantemente devido a minha área de atuação profissional, acredito que a motivação é algo intrínseco, peculiar de cada indivíduo e que o que pode ser feito para melhorá-la são estímulos constantes visando alcançar o “motivador” de cada um.
Sendo assim, hoje venho agradecer a todos os leitores que clicaram naquele botãozinho azul de “seguir”, pois nesta data completamos 701 seguidores! Apesar de o Verba Volant ter quase 03 anos, somente nos últimos 08 meses comecei a dedicar mais tempo para interagir com outros bloggers/escritores e para expandir os acessos ao meu/nosso blog e desde então o crescimento tem sido nítido e gratificante.
Números podem ser apenas números, mas podem ser também estímulos que motivam, e muito, quando penso que cada número desse representa uma pessoa que em algum momento teve e vai ter acesso ao conteúdo que eu escrevo aqui de tão longe da maioria de vocês.
E isso me faz ter vontade de continuar.
Quem leu o post que antecede a este, viu minha angústia quando parei de receber notificações do WordPress, porque pensei, de verdade, que minhas crônicas, vídeos e poesias não estavam mais agradando e alcançando ninguém… E se minhas palavras e melodias não podem mudar um segundo de uma vida sequer, então não há motivo para manter o Blog e sim voltar a ter apenas um diário.
Agradeço verdadeiramente a todos que interagem com minhas postagens, que curtem, comentam ou apenas leem sem deixar registros. Tento responder a todos e também estar atenta ao que vocês postam, pois me encontro em conteúdo de vários blogs daqui.
Não sei por quanto tempo essa motivação de manter as palavras sendo levadas pelo vento ainda vai durar, mas ter cada um de vocês aqui contribui e muito para que isso aconteça.

Aproveito para convidar a todos para curtir também a página do Verba Volant no Facebook, que você pode acessar clicando aqui.

Um grande abraço,
Raquel Núbia

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Cólera

Que ciúme que me abate
E essa tristeza insistente,
Escondido, num sussurro
Gritando uma dor latente.

Que ciúme que me rouba
O sorriso ou coisa parecida.
Que me abriga numa dor
No medo de ser esquecida.

Tão terrível sentimento,
Desenfreado e crescente.
Ciúme sopra no ouvido
Que não sou suficiente.

Sentimento tão terrível
Crescente, desenfreado.
Ouvido aberto pro ciúme
De quem sente não ser amando.

Raquel Núbia

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Raquel Núbia – Foto: Leandro Oliveira

O que é você

Continuando no intuito no post anterior, compartilho hoje mais um conteúdo antigo que ainda não havia sido postado. Essa é do ano de 2009:

“O que é você

Que abraço é esse?
Que braços são esses que insistem em me envolver?
Que abraço é esse que afasta o que há de ruim?
Que mãos são essas?
Que toque suave e ardente possuem…
Mãos que dizem tudo quando encontram minha pele…
Mãos poderosas que controlam até minha respiração…
Que boca é essa?
Que abriga o mais belo sorriso, que diz os maiores feitiços…
que beija o melhor dos beijos…
Que sonho é esse?
Que sonho é esse que insisto em viver?
Que tira eu sono, me revira na cama…
Que me enche por todos os poros com o sabor da incerteza
com essa dor de não saber…
Esse sonho que estampa no meu rosto o mais lindo sorriso,
que transfere para o papel o mais nobre sentimento…
Esse sonho são seus braços,
seu abraço,
suas mãos e sua boca…
Esse sonho é você.
Que teima em me fazer te querer cada vez mais.
Que faz com que cada dia seja a mais doce e prazerosa tortura,
por te amar tanto,
fazer você sentir esse amor e ainda assim,
não poder te ter, e ainda assim,
não poder dizer…”

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia

Olhos Pequenos

Lendo meus cadernos antigos encontrei algumas produções e vou compartilha-las aqui nos próximos dias, começando com essa poesia de 2004. Curioso ver como a forma de escrever mudou… Nem melhor, nem pior, apenas diferente. Espero que gostem!

“Olhos pequenos

São pequenos os olhos que me olham.
São suaves as mãos que acariciam.
Presente intenso,
amor do dia.
Ao lado certo.
Nesses olhos de anjo,
refletem a beleza de um alguém
que sabe olhar com distinção
e ternura
ao mesmo tempo que olha
amando e com calor.
Envolve nos braços
um mundo de sentimentos
que confundem a cabeça e a alma.
Induz a pensamentos
coloca caminhos e imagens
perto de onde tudo se perde.
Causa sentimentos Inversos.
Faz brotar a fúria
banhada no ciúme,
tomada pela dor de ficar longe,
de sentir a dor de perder
todo o encanto pra outra…
São pequenos os olhos que me olham,
olhos que me mostram o mundo
mas que cercam o tudo
e é um prazer só meu
te ter, uma anjo ao meu lado.

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia

03° Indicação – Mystery Blogger Award

A querida Alessandra do Blog Caviar o Ovo Frito, que você pode conhecer clicando aqui, veio me informar em um singelo comentário, que havia me indicado para o Mystery Blogger Award. Neste mesmo comentário ela dizia que sabia que eu já havia sido indicada, mas que gostava de do meu Blog e por isso o estava indicando novamente… Sem problemas! Podem indicar quantas vezes quiserem 🙂
Devido as outras indicações, já fiz dois posts atendendo às exigências da indicação e você pode conferir o primeiro e o segundo. Sendo assim, respondo abaixo as 7 perguntas que a Alessandra deixou para os indicados dela:

1- Como escolheu e surgiu o nome do blog?

Como vocês já devem saber eu sou Psicóloga e sempre que vou ministrar algum curso ou alguma palestra gosto de procurar a origem etimológica das palavras relacionadas ao tema. Como o latim é nossa língua mãe, achei que seria interessante recorrer a ela no momento de criar o nome do Blog, então fiz uma pesquisa por expressões em latim comumente utilizadas hoje em dia e encontrei a expressão “verba volant scripta manent” – “palavras faladas voam para longe, palavras escritas permanecem” e achei o conceito interessante uma vez que o que eu escrevo aqui voa realmente para longe, até para fora do país, mas ao mesmo tempo permanece aqui por meio da escrita. A expressão é mais comumente empregada na área do Direito, mas me identifiquei com o significado.

2- Você acha que o seu blog tem o poder de transformar vidas e por que?

Eu acredito que tudo o que fazemos tem o poder de transformar vidas, basta que nossas ações encontrem a pessoa no exato momento em que ela está aberta para a transformação. Já tive relatos de leitores do blog e seguidores da página falando sobre como foram levados a refletir após a leitura de algum conteúdo meu. Então, ainda que esse não seja exclusivamente meu foco, eu acredito que o Verba Volant tem o poder de transformar vidas.

3- Como é sua rotina de postagem?

Eu não tenho exatamente uma rotina de postagens. Tenho muito conteúdo escrito que ainda não foi digitalizado, então tento digitalizar sempre que posso e programo as postagens para que sempre tenha algo novo no Blog. Entretanto tem aqueles dias que a gente produz “do nada” e, dependendo do tipo de produção ou inspiração aleatória, faço os posts no mesmo dia, pois sinto como se aquele conteúdo precisasse ser compartilhado. Outra ferramenta a qual costumo recorrer é a tag “Relembrando” que criei para compartilhar os conteúdos mais antigos do Blog, pois em setembro ele completa 03 anos, mas no início os acessos não eram tão altos como hoje, e tem muita coisa bacana que eu quero que meus leitores e seguidores vejam.

4- Como acha que poderíamos mudar o quadro de violência no Brasil?

Investindo em educação. E quando digo educação, não penso somente em sala de aula, mas em educação familiar. É necessário proporcionar às famílias uma condição de sobrevivência em que consigam dedicar seu tempo tendo como prioridade a educação dos filhos e das crianças ao redor. Fica muito complicado hoje cobrar uma criação de qualidade quando os pais passam grande parte do dia acumulando trabalhos para sustentar a família… E para as famílias que já possuem essa condição, o investimento teria que ser mais profundo para que percebam a importância da educação familiar para o desenvolvimento das crianças. Ao meu ver, esse é o único caminho.

5- Se você pudesse criar um mundo. Quais as cinco coisas que não poderiam faltar neste mundo e por que?

Não vou citar aqui as coisas básica como alimento, saúde, condições de existência, OK? Então vamos lá:

01 – Música. Porque por meio dela podemos nos expressar e expressar o que sentimos… Pra mim, a música tem poder 🙂

02 – Fones de ouvido. Porque, se vai ter música e cada um gosta de um tipo, ninguém é obrigado a ouvir o que o outro está ouvindo 😉

03 – Lápis de cor. Porque é uma ferramenta para liberarmos nossa criatividade quando nossa mente está cansada. Não precisamos pensar demais, nem criar demais… Apenas deslizar o lápis na folha…

04 – Folhas de papel. Porque escrever a mão, pra mim, tem muito mais significado do que digitar qualquer coisa. Até mesmo o tipo de letra que faço já diz muito do que estou sentindo no momento da escrita.

05 – Toalha. O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas. Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho… pode deitar-se sobre ela… você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham… pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio… pode enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas… você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa. Porém, o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está a sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito. (Trecho do Capítulo 3 do livro ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’ de Douglas Adams.)

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Abraços,

Raquel Núbia

Os tombos pelas estradas da vida

Passa dia, volta dia e vez ou outra o ponteiro cai de novo.
São horas a fio girando os pedais para fazer a roda girar mas depois das descidas à solto e das subidas difíceis as pernas adormecem e pedalar não é mais tão fácil assim.
Os pedais param e a bicicleta cai.
Sabe Deus quantas vezes esfregamos a poeira da roupa, sopramos os joelhos ralados e voltamos a nos equilibrar sabe se lá porque.
Mas em alguns dias os machucados doem mais e as penas simplesmente desobedecem. Não é que o corpo não segue as ordens da mente… É que até a cabeça quer parar.
Nessas horas nos recostamos na calçada e assistimos aos outros passarem, sozinhos, em bandos e imaginamos se vamos encontrar forças para alcança-los.
Assentados ali, num canto de asfalto, não há ninguém que compreenda porque paramos e há aqueles que ao nos verem tombar, optam por não enxergar, por não se envolver.
E então, sem mais nem menos, voltamos a pedalar… Sem vontade, sem esforço, seguindo um caminho que já está traçado. Evitando abrir novas trilhas. Afinal, sem desejo, pouco importa para onde vamos.
Seguimos apenas porque nos disseram que temos que ir.

Raquel Núbia

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Foto: Leandro Oliveira – Tiradentes/MG