Altos e baixos

Às vezes é difícil falar sobre nossas dificuldades, sobre os momentos em que nosso ânimo rebaixa e que a gente se cansa. Quando pensamos em escrever, expor ou compartilhar, pensamos também na reação do outro, de quem vai ouvir/ler nosso relato.
O que vão pensar?
Será que vão se regozijar?
Estranho pensar assim, mas sabemos que existem pessoas que ficam no aguardo, mesmo que todos nós tenhamos altos e baixos, apenas observando.
Ou… Isso é só uma cisma da nossa própria cabeça que, cansada, começa a se perder em devaneios e abrir espaço para aqueles pensamentos que precisam ser controlados, pois são poderosos, tanto os bons quanto os ruins.
A gente pode ficar cansado, pode se sentir desgastado, vez ou outra a gente se abate e tudo bem. É até preciso que tenhamos esse momento para absorver o que nos aflige, penas no que sentimos para podermos elaborar, ressignificar e encontrar alternativas e saídas, formas de voltarmos ao nosso estado normal.
E tem hora que o que a gente precisa é só de um tempo mesmo, um tempo para nos afastarmos, darmos um passo pra trás para respirarmos, tomarmos um fôlego para conseguirmos ter um novo impulso para, aí sim, conseguirmos dar um salto maior e melhor.

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Foto: Raquel Núbia. Muriaé/MG
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Rima

Eu prefiro escrever
encontrando combinação.
Entre os versos e palavras,
quase como uma canção.

A poesia sem rima
não supre a necessidade,
De expressar os sentimento
Se não há finalidade.

E nessa busca por sentido,
Posso me estender sem me notar.
Construindo poesias gigantes,
por não querer me limitar.

Com a melodia que se forma,
o conteúdo vai se apresentando.
E quem lê, desfruta de tudo,
Enquanto fala, quase cantando.

Qual o tamanho do exercício,
que uma mente deve precisar,
para encontrar palavras certas
pelo prazer de rimar?

Se alguém possui o coração pequeno,
talvez tomado pela tristeza,
Que cuide para que não perca o olhar
para a arte pura e sua beleza.

Que continuem produzindo sentimentos,
Aqueles que, por rimar, não tem necessidade.
pois o que importa será sempre o conteúdo,
e que esse seja sempre de verdade.

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Rio das Ostras/RJ

Palavras soltas

Desde ontem com vontade de escrever.
Muitos pensamentos, mas nenhuma ação de pegar a caneta e efetivamente produzir algo.
Agora já nem sei direito sobre o que queria falar.
Algo sobre não ser mais inocente e saber que quase sempre um ato esconde um interesse oculto, tem algo por trás.
Mesmo assim o coração vai sendo levado porque, por mais que a cabeça não seja uma criança deslumbrada, o coração insiste em ser aquele adolescente destemido que acredita que pode tudo e que, com ele, tudo vai ser diferente sempre.
É quase um super herói só que sem poderes mágicos ou super poderes, acaba mesmo caindo com tudo antes mesmo de tentar voar.

Raquel Núbia
(08/07/2015)

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Foto: Leandro Oliveira. Arraial do Cabo/RJ

Relembrando: Carta para ela

Conviver com um transtorno mental não é tarefa das mais fáceis, mas aprender a lidar com isso, da melhor forma possível, é um dos caminhos que podemos trilhar para uma vida mais saudável e mais feliz. Nem sempre conseguimos mudar as circunstâncias do que acontece conosco, mas podemos transformar a forma com que reagimos a elas.
Escrever sempre foi um caminho para mim, como na crônica “Carta para ela” publicada em Novembro de 2016 e que relembro aqui.

Carta para ela
Foto: Leandro Oliveira

Abraço,

Raquel Núbia

DIA #20 – 30 DAY CELEBRATION

20Algumas pessoas me perguntam como faço para escrever, se possuo alguma rotina específica ou algo parecido e toda vez que alguém me questionam fico sempre refletindo no que responder porque eu realmente não tenho um método.
Eu apenas escrevo.
Antes, tudo o que era crônica e poesia eu escrevia sempre à mão para somente depois digitar tudo. Sentia uma intensidade melhor da escrita fazendo dessa maneira mas, já faz um tempo que não opto somente pelo manuscrito e hoje tenho a mesma facilidade para escrever direto no computador.
Mesmo assim, ainda mantenho alguns cadernos onde costumo anotar algumas coisas. Neles concentro a maior parte do que escrevo. Outras vezes escrevo direto no blog e posteriormente salvo o conteúdo junto aos meus outros arquivos.
Quem tem o hábito de escrever sabe que às vezes a gente até tem a inspiração e a ideia para alguma produção, por vezes vem até o verso inteiro pronto na cabeça, mas nem sempre a gente quer se aquietar e passar tudo pro papel, ou para a tela, naquele momento. Quando isso acontece eu anoto o que pensei e guardo para o momento em que estiver mais disposta para concluir. Hoje no meu celular existem dois itens desses no aguardo: um verso para um poema e uma estrofe completa para outro.
Já em algumas situações escrever é quase como “vomitar” palavras. Um fluxo intenso e repentino que em segundos transforma sentimento em poesia.
Sou satisfeita com essa minha falta de hábito da escrita, pois assim faço as coisas ao meu tempo e não perco o prazer que escrever me traz.

Abraço,
Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia

 

DIA #13 – 30 DAY CELEBRATION

13

8 coisas que amo no Blog? Acho que essa vai ser fácil.
Escrever ❤
Produzir as fotos que utilizo, pois tento utilizar fotos que eu mesma tiro ou que são tiradas de mim.
Produzir os conteúdos de postagens, programar os posts e buscar temas e áreas diferentes para colocar aqui.
Ter contato com outros escritores e ver o que eles escrevem. Acho muito curioso como encontro produções com temas com os quais me identifico e que, por isso, se identificam com o Verba Volant.
Ter retorno sobre o meu conteúdo. Ver as curtidas, ler os comentários e poder saber um pouco do sentimento de outras pessoas que tem acesso aos meus textos.
Ver o crescimento que tem ocorrido no último ano e, com isso, saber que mais pessoas estão chegando até aqui.
Me sentir encorajada a tentar novas áreas, pois para manter a visibilidade do Blog é necessário criatividade e isso tem me estimulado a expor algumas coisas que eu não divulgava, como os meus vídeos cantando por exemplo.
Ter um espaço “só meu”, em que posso ser e fazer o que eu quiser, do jeito que eu quiser, como e quando quiser.

E você, o que mais ama no seu Blog?

Abraço,
Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia

Cólera

Que ciúme que me abate
E essa tristeza insistente,
Escondido, num sussurro
Gritando uma dor latente.

Que ciúme que me rouba
O sorriso ou coisa parecida.
Que me abriga numa dor
No medo de ser esquecida.

Tão terrível sentimento,
Desenfreado e crescente.
Ciúme sopra no ouvido
Que não sou suficiente.

Sentimento tão terrível
Crescente, desenfreado.
Ouvido aberto pro ciúme
De quem sente não ser amando.

Raquel Núbia

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Raquel Núbia – Foto: Leandro Oliveira

Você não sabe

Ei!
Você não sabe rimar!
Você não sabe escrever,
não sabe se expressar!

Ei!
Você não sabe falar!
não sabe o que esconder,
não sabe o que mostrar!

Ei!
Você não é de verdade!
Você não sabe seguir,
não sabe o que liberdade!

Ei!
Você não sabe de nada!
Você não sabe do ontem,
e no passado é piada!

Ei!
Você não sabe…
E jamais saberá ao certo!
Não sabe que quem te entrega,
É quem você leva por perto!

Ei!
Você não sabe…

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia

 

 

Sobre as incoerências do cotidiano

Engraçado (só que não) como a gente às vezes (quase sempre) cala um tanto de coisas e sai carregando conosco uma bagagem de frases não ditas, discussões não finalizadas, problemas e assuntos não resolvidos.
Já perdi a conta de quantas vezes testemunhei a incoerência acontecendo bem diante de mim e nem sempre pude me expressar, quase engasgando. Veja só:
De pessoas que se martirizavam por não poder amar, ouvi que meus olhos são vazios assim como meu coração.
De quem deixa em branco as páginas do que diz amar, ouvi que meus textos também são vazios (reflexo dos meus olhos e coração? Não sei…).
De pessoas que nem sabem o que faço e quais são meus resultados, ouvi que não sou boa profissional.
De pessoas que me cercavam com comentários e elogios enquanto eu me reservava o silêncio simplesmente por não ter nada de verdade a dizer, ouvi que sou traidora.
De pessoas que propagam o amo próprio, auto aceitação, autoestima e que lutam contra sua própria imagem no espelho por motivos alheios a sua própria vontade, já ouvi que pareço velha, feia e gorda (quão baixo o “ser humano” vai não é?).
De pessoas que se inteiram das minhas produções e não olham ao redor exatamente por se acharem o centro de tudo, ouvi que meus escritos e inspirações se baseiam num único tema/pessoa.
E já ouvi também que minha consciência pesada (a que julgam que eu tenho) um dia me adoecerá e cobrará um preço. Recebi esse comentário vindo de pessoas que são capazes de fazer justamente esse tipo de “acusação” (que está mais para um praga…) que não lhe deve sair da memória.
Dentro da cabeça todas essas conversas, discussões e resoluções existem e enquanto não verbalizamos (pela voz ou papel), pelo menos pra mim, continuam lá. Vamos deixando passar uma coisa ou outra, por um motivo ou outro e vamos seguindo e nos submetemos a esse tipo de experiência.
Sigo no aguardo de quantas incoerências mais ainda vão ser jogadas ao vento que me cerca, jogando malabares com o que tenho recebido equilibrando o meu desejo, a satisfação do outro e a loucura alheia.

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Foto: Raquel Núbia – Rio das Ostras/RJ

Raquel Núbia