Relembrando: Para um amigo

O que nos restam são lembranças…

para um amigo

Para um amigo

Quando alguém que conhecemos morre, não se acaba somente o corpo.
Quando alguém que conhecemos morre, leva consigo um pedaço da gente, um pedaço da nossa história, das nossas memórias, um pedaço do caminho que nos fez chegar onde estamos.
Quando alguém que conhecemos morre, parte de nós também morre junto. Conversas, momentos, brincadeiras, sonhos que compartilhamos somente com aquela pessoa, tudo se vai também.
É como se uma parte importante da nossa vida fosse recortada… Recortada mas não apagada.
A gente fica triste pela saudade que sente, mas se entristece também por pensar quanta vida ainda existia naquela pessoa que se foi… Quantas coisas ainda pra fazer, quantos planos pra colocar em prática, quanto amor…
A gente chora por saber que não vai mais se esbarrar ou esbarrar sem querer nas notícias que sempre chegam das realizações que aconteciam… Carreira, projetos malucos, aventuras, o nascimento do filho…
Que loucura imaginar que alguém que mudou tanta coisa no passado de tanta gente, não vai mais existir no nosso futuro.
Mesmo que a companhia não seja constante nos dias de hoje, a companhia vivida nos dias de ontem não será esquecida.
Não será substituída.
Na vida a gente nasce e morre várias vezes, talvez com a morte de alguém querido, seja hora de morrermos juntos para nascer novamente.”

Raquel Núbia

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Relembrando: Promissão

Muito satisfatório olhar para trás e ver que conseguimos cumprir com o que havíamos proposto para nós mesmos. Ás vezes, estamos tão submersos em nossos conflitos, que fica difícil alcançar a superfície para respirar. Mas a tempestade sempre passa, conseguimos nadar no nosso ritmo e, após chegarmos na costa, podemos enfim olhar o que superamos e enxergar no lugar de ondas turbulentas, apenas uma linda paisagem.
Quer firmar esse compromisso com você mesmo hoje?

“Eu proponho uma vida nova.
Uma vida em que nós não sejamos dependentes de uma imagem ou de uma atualização, em que nós não sejamos compelidos a tomar notícia do que prende nosso peito e descompensa nosso coração e em que nós não desejemos ver no outro a justiça que não cabe a nós.
Eu proponho uma vida nova.
Uma vida em que nós… clique aqui para continuar lendo.”

Raquel Núbia

Promissão

Relembrando: Distraído

Vamos fechar o mês de novembro #relembrando uma das minhas crônicas favoritas já postadas aqui no Verba Volant. Com ela deixo um convite para repensarmos como temos encarado os acontecimentos da nossa vida. Será que estamos tomando responsabilidade pelo que nos acontece ou estamos delegando isso à quem nos cerca?
Precisamos refletir, pois enquanto não tomarmos nossa parte e agirmos sobre ela, não conseguiremos efetivar as mudanças que desejamos para nós:

“Quando foi que nos tornamos assim, tão especiais?
Quando foi que o mundo passou a girar ao nosso redor?
Quando foi que todas as pessoas que conhecemos começaram a agir em nosso favor ou contra nós?
Em algum intervalo de tempo, eu perdi esse momento e, de repente, quando voltei à “realidade” pude ver somente o caminhar das coisas, o reclamar, a busca incessante pela responsabilidade e culpa alheia. De 8 ou 80 o que ouço são pessoas adultas se denominando meninos e meninas, fazendo das paredes, espelhos que só refletem sua própria imagem e assim, tudo o que os cerca, tudo o que acontece está voltado para eles mesmos.
Não, eu não falo de selfies, bons ângulos, filtros, likes…
Eu falo de pessoas se eximindo de suas vidas, colocando no colo do outro as causas para suas mazelas e belezas… Se estou triste, a culpa é do outro que me magoou… Se me olharam, é porque sou demais e irresistível… Se me traíram, é porque outra pessoa roubou meu amor… Se revidei a alguma agressão é porque fui provocada ao máximo por outra pessoa.
Nunca me sinto triste por problemas meus… As pessoas nunca me olham por olhar… Se fui traída, não foi por falta de qualidade minha… Se revidei não é porque perdi o controle… clique aqui para continuar lendo.”

Raquel Núbia

Distraído