Relembrando: Inquietude

As palavras simples abaixo foram publicadas pela primeira vez há um ano aqui e hoje as compartilho novamente relembrando um pouco da história do Verba Volant.

“Por você,
escrevo simples.
Simplesmente porque é o que queria dizer.
É como uma pequena estrela,
insistindo em brilhar
mesmo quando o céu se cobre de nuvens negras.
Há sempre um raio seu,
por vezes maior do que todos os raios do sol,
por outras,
menor do que um pequenino vaga-lume
perdido na mata.
Mas jamais se apaga.

E eu te amo por isso.
Por não me deixar em paz.”

Raquel Núbia

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Imagem retirada da internet
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Desencanto

Hoje, de repente, me bateu aquela saudade de escrever…
Mas não escrever abrindo uma tela em branco e escolhendo teclas e sim escrever com uma velha caneta, num caderno, numa folha, num rascunho, num espaço qualquer. Tecendo as letras uma a uma numa grafia atrapalhada, dispensando no papel tudo o que fica passeando pela cabeça e que fica agarrado no coração e na memória.
Tempo atrás escrevi sobre a importância de conseguir escrever sem rascunhar, mas hoje me pego refletindo o que esse momento do rascunho significa.
O momento vivido no silêncio interrompido somente pelo toque da caneta no papel era aquele só meu, de mais ninguém, e só depois, às vezes bem depois mesmo, é que eu decidia se esse momento seria de mais alguém.
Complicado transformar sonhos em realidade… E hoje me sinto estranhamente lidando com a sensação de que devo satisfação pela ausência ou presença das minhas produções… Uma cobrança que vem justamente daquele conteúdo que fica passeando pela cabeça e que fica agarrado no coração e na memória.
Talvez, ao se tornar realidade, os sonhos percam seu conteúdo de fantasia, e passem a ser só mais alguma coisa do dia. Talvez por isso me venha a saudade de escrever, escrever de verdade, com a minha verdade.

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(Raquel Núbia – Foto: Leandro Oliveira / Petrópolis – RJ)

Raquel Núbia