Relembrando: Perspectiva

perspectiva

Perspectiva

Engraçado como sempre colocamos nossa vida em perspectiva. Inevitável a tal da comparação do que vivemos com as pessoas que estão a volta, sejam elas reais ou irreais, próximas ou distantes, amadas ou não. Mesmo que seja sem querer, inesperadamente caímos nesse tal limbo.
Algumas vezes isso serve como um estímulo para seguirmos em frente, conquistar o que ainda não conquistamos, investir novamente no que havíamos deixado parado.
Outras vezes serve exatamente para o contrário… Como desânimo, desalento de uma possível realização ou situação que nunca chegará.
Mais intrigante mesmo é que quando olhamos para fora, não costumamos nos comparar de uma forma que nos permite enxergar o quanto já caminhamos, o quanto já conseguimos. Pelo, contrário. Geralmente é para vermos o quanto ainda achamos que precisamos correr, andar, dedicar, sofrer e lutar para conseguir algo mais.
Pessoalmente eu tento me policiar constantemente porque sei que sou minha pior inimiga nesse sentido. Posso me cobrar de maneiras impensáveis e por isso vigio para que não atropele meus próprios sonhos, para que possa desfrutá-l0s verdadeiramente e não apenas para somar mais um resultado, mais um êxito.
Sugiro, se é que posso, que façam isso também.
Cuidem de suas vidas e de seus projetos como eles realmente são: somente seus.
Fiquem atentos para que, ao se colocarem em perspectiva, não se enganem, usando lentes de aumento para o que veem lá fora e lentes embaçadas para o que veem por dentro.
Sejamos reais por nós mesmos. Afinal, nós não precisamos provar nada para ninguém.”

Raquel Núbia

Relembrando: Auto

Exercício diário de autoaceitação…

“Às vezes nos pressionamos tanto no caminho para a superação, que perdemos o prazer no que antes fazíamos com tanto gosto, tudo acaba virando um grande negócio, uma grande obrigação. Mas, nem sempre o pior é isso. O pior é que… para continuar lendo, clique aqui.

Raquel Núbia

Auto

Perspectiva

Engraçado como sempre colocamos nossa vida em perspectiva. Inevitável a tal da comparação do que vivemos com as pessoas que estão a volta, sejam elas reais ou irreais, próximas ou distantes, amadas ou não. Mesmo que seja sem querer, inesperadamente caímos nesse tal limbo.
Algumas vezes isso serve como um estímulo para seguirmos em frente, conquistar o que ainda não conquistamos, investir novamente no que havíamos deixado parado.
Outras vezes serve exatamente para o contrário… Como desânimo, desalento de uma possível realização ou situação que nunca chegará.
Mais intrigante mesmo é que quando olhamos para fora, não costumamos nos comparar de uma forma que nos permite enxergar o quanto já caminhamos, o quanto já conseguimos. Pelo, contrário. Geralmente é para vermos o quanto ainda achamos que precisamos correr, andar, dedicar, sofrer e lutar para conseguir algo mais.
Pessoalmente eu tento me policiar constantemente porque sei que sou minha pior inimiga nesse sentido. Posso me cobrar de maneiras impensáveis e por isso vigio para que não atropele meus próprios sonhos, para que possa desfrutá-l0s verdadeiramente e não apenas para somar mais um resultado, mais um êxito.
Sugiro, se é que posso, que façam isso também.
Cuidem de suas vidas e de seus projetos como eles realmente são: somente seus.
Fiquem atentos para que, ao se colocarem em perspectiva, não se enganem, usando lentes de aumento para o que veem lá fora e lentes embaçadas para o que veem por dentro.
Sejamos reais por nós mesmos. Afinal, nós não precisamos provar nada para ninguém.

Raquel Núbia

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Foto: Leandro Oliveira – São João Del Rei/MG

Auto

Li certa vez que “a comparação é o ladrão da alegria” e, nesses tempos, não poderia concordar mais. Quantas vezes a gente se pega perdendo o sorriso, a motivação, até mesmo a inspiração frente às nossas vontades, felicidades e desejos por, simplesmente trazer a memória os resultados de outra pessoa?

“Sou bom nisso, mas alguém é melhor”, “consegui aquilo, mas alguém conseguiu melhor”, “queria fazer isso, mas não vai ser tão bom quanto daquela pessoa”… Pensamentos assim vão, aos poucos, minando nossos sonhos e nossos movimentos… E quando permanecem, nos paralisam.

Às vezes nos pressionamos tanto no caminho para a superação, que perdemos o prazer no que antes fazíamos com tanto gosto, tudo acaba virando um grande negócio, uma grande obrigação. Mas, nem sempre o pior é isso. O pior é que sempre haverá alguém melhor do que nós, e enquanto permitirmos, esse ladrão continuará roubando nossa alegria.

E como não permitir? O assaltante nos pega desprevenidos e, quando nos damos conta: “mãos ao alto”.

Talvez o que reste seja correr atrás para substituir a alegria roubada…

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Foto: Raquel Núbia – Muriaé/MG

Raquel Núbia

Nota

Ela é doce.
É delicada.
De pele alva, imaculada.

É inocente.
É tão quieta.
Não faz alarde, é discreta.

Ela é santa.
É raridade.
Uma criança, pouca idade.

É tela branca.
É distraída.
Boa com todas, sempre querida.

Ela ê prêmio.
E desconcerta.
Sempre mansa, sempre incerta.

É acuada.
É dominável.
Uma doçura, sempre amável.

Quanta estima,
E qualidades…
É singular o que Deus lhe deu.

É uma boneca,
Incomparável.
Ela é perfeita…

E não sou eu.

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Raquel Núbia

A grama do vizinho

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Existe aquele famoso ditado que diz que “a grama do vizinho é sempre mais verde”…
Temos uma certa tendência em valorizar muito mais o que não nos pertence do que o que realmente possuímos. Comparamos nossas fotos, nossas viagens, nossas amizades, nossas conquistas, nossas rotinas, e tudo do outro é sempre melhor. Quando contamos uma história, enfeitamos os detalhes na esperança de que um simples rascunho se torne um belo quadro, tudo isso para que outros admirem, enquanto isso, deixamos de ver nossos rabiscos e aperfeiçoá-los para nos mesmos…
Quando planejamos algo, comprar algo, criar algo, seja o que for, sempre planejamos para o outro… Quantas vezes já não nos vestimos para uma festa pensando na reação de quem vamos encontrar? Mesmo que não seja alguém com quem realmente nos importamos, ou pior, alguém que realmente se importe conosco.
De todos os males, este é o pior…
Quantas vezes já não ignoramos a opinião ou sentimento de quem nos conhece como a palma da mão e nos quer bem como a si mesmo, apenas para seguir o conceito que vemos quando olhamos para a grama do vizinho, esperando que as nossas fotos, viagens, amizades, conquistas e rotinas, sejam tão brilhantes quanto às dele?
Essa tendência de valorizar o que não temos, nos impede de olhar para o lado e de olhar para dentro. Corremos atrás do vento, buscando sorrisos e a felicidade que vemos estampada nos outros sem jamais nos questionarmos se esse sentimento consegue ir mais fundo do que um flash. Enquanto isso, deixamos de sorrir e amar pelo que vale a pena.
Sempre buscamos o reconhecimento no outro: FATO.
Mas enquanto não nos reconhecermos e sermos fiéis a quem somos, jamais seremos vistos como merecemos. Acredito que é por isso que a grama do vizinho é sempre mais verde… porque estamos ocupados demais para tirar a poeira de nossa própria janela…

Raquel Núbia