Sobre a realidade das nossas fantasias

Quando a gente tem uma vida muito intensa dentro da gente, dentro da nossa mente, que é sempre tão inquieta, fica difícil estabelecer uma relação saudável com a realidade.
A vida dentro da cabeça da gente pode ser tão mais atraente e incrível. E a vida dentro da cabeça da gente também pode ser tão assustadora e torturante!
Quando essas duas realidades se colidem o choque é inevitável.
Afinal, de tudo o que a mente cria e guarda, nem sempre é possível que se coloque pra viver. Mas tudo o que a mente cria e guarda impacta na forma como vivemos.
A vida interna é tão absoluta, contundente e barulhenta que a calma e a quietude externa não correspodem ao que deveriam. Passam a sensação de torpor ou de desimportância sendo que, na verdade, há um esforço tão grande para controlar o que acontece por dentro, que nem sempre sobra energia para colocar para fora. Ou então, se está tão ocupado vivendo os pensamentos e aventuras imaginárias, que a vida real deixa de ser interessante quase que pode completo e se torna apenas uma grande repetição do mesmo.
Se isso acontece, precisamos ficar alertas pois, uma vez que em nossas mentes arteiras sempre encontraremos soluções até mesmo para os devaneios mais surreais, o real do cotidiano tende a ser deixado em segundo plano, criando o ambiente perfeito para que possamos nos manter isolados e cercados apenas nos nossos pensamentos.
Mas em meio a uma realidade sempre caótica e apenas vez ou outra atraente, como seguir firme quando se há um universo inteiro dentro da gente, esperando para ser vivido?

Raquel  Núbia

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Foto: Raquel Núbia – São Tomé das Letras/MG
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Palavras soltas

Desde ontem com vontade de escrever.
Muitos pensamentos, mas nenhuma ação de pegar a caneta e efetivamente produzir algo.
Agora já nem sei direito sobre o que queria falar.
Algo sobre não ser mais inocente e saber que quase sempre um ato esconde um interesse oculto, tem algo por trás.
Mesmo assim o coração vai sendo levado porque, por mais que a cabeça não seja uma criança deslumbrada, o coração insiste em ser aquele adolescente destemido que acredita que pode tudo e que, com ele, tudo vai ser diferente sempre.
É quase um super herói só que sem poderes mágicos ou super poderes, acaba mesmo caindo com tudo antes mesmo de tentar voar.

Raquel Núbia
(08/07/2015)

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Foto: Leandro Oliveira. Arraial do Cabo/RJ

DIA #04 – 30 DAY CELEBRATION

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Infelizmente um dos traços mais marcantes da minha personalidade é justamente o pensamento constante, massante e cansativo. Certamente se pudesse mudar algo em mim, seria isso, tanto que tem sido um esforço diário manter esses pensamentos organizados e dominado. Em alguns momentos parece que minha cabeça vai fundir tamanho fluxo…
Claro que não é assim para todos os assuntos, geralmente para assuntos profissionais não sinto essa cadência de conexões mentais, nessa área as coisas costumam correr mais tranquilas.
Mas sendo o tema de hoje as 7 coisas que passam pela minha cabeça, não necessariamente nessa ordem:
* Penso em comida grande parte do tempo 😛 Apesar de parecer engraçado, é verdade e de vez em quando me pego pensando que precisar parar de atrelar os momentos de afeto e lazer com pessoas à realização de alguma refeição. Alguém mais é assim? Provável que seja…
* Vez ou outra penso que deveria cuidar mais da minha saúde e me sinto culpada por não dar a essa questão a importância que deveria.
* Penso em como as coisas seriam mais simples se as pessoas não tivessem tanta dificuldade em seguir regras e a se adaptar a elas. Já parou para pensar que todos os problemas que temos hoje estão ligados a essa dificuldade das pessoas? Isso costuma me estressa bastante.
* Penso em maneiras de ter uma vida mais pacata num futuro não tão distante e às vezes me pego analisando quais investimentos precisaria fazer para ir morar numa cidade pequena porém turística e ter algum negócio voltado ao turismo que envolve arte, relaxamento e Psicologia. Quem sabe um dia…
* Penso em situações do passado. Algumas de um passado longínquo e outras de um passado de ontem. Tenho essa “mania” de me lembrar sem querer de situações não tão agradáveis que já vivi. Voltando para a Psicologia pode-se chamar esses pensamentos de “pensamentos intrusivos” que costumam funcionar como uma auto sabotagem que por vezes me vence mas que em outras vezes é vencida.
* Penso nas minhas relações familiares com certa frequência. Meu irmão mais velho mora fora há anos, minha mãe passa grande parte do mês fora também e meu contato com meu pai e meu irmão mais novo certamente poderia ser melhor. Sobre isso sinto certa consternação…
* E tenho pensado bastante até em uma questão que até 01 ano atrás julgava resolvida pra mim: Filhos. Sabia que não queria tê-los. Hoje, me vejo planejando com meu parceiro a preparação para, em um futuro breve, recebê-los.
Apenas 7 itens… Mas de um conteúdo suficiente para atordoar os pensamentos por uma vida…

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Tiradentes/MG