Indagações

Eu sonhei demais?
Será que fiz das nuvens, minha casa
E das estrelas, companhia?
Do céu, minha morada
De onde, sonhar era o que eu fazia?
Será que mirei no sol,
Mirei na lua ao anoitecer?
E construí meu conto de fadas
Sob a areia que só faz ceder?
Será que meu alimento, que era esperança, não valeu de nada?
Será que eu fechei meus olhos ou que me deixei ser despedaçada?
Será que eu sonhei demais?
Será que o que desejei e acreditei não existe no mundo?
E que o que a minha história é rasa e não encontra o que é profundo?
Será que eu desenhei o meu destino em cores, versos e canto,
mas que a vida que me foi dada foi rascunhava em preto e branco?
Será que fui eu quem errou ao alinhar as expectativas?
Ao achar que o caminho seria repleto de flores vivas?
Será que a culpada fui eu por levar a certeza de que eu merecia… quando não verdade sou eu a causa do luto no dia a dia?
Será que é isso mesmo e que a vida é um projeto de médio resultado e que não adianta querer, no final de tudo, o pote dourado?
Ou será que fui eu quem pensei que não seria nada demais e que hoje recolho os frutos amargos, por sonhar demais?

Raquel Núbia

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Foto: @raquel__nubia – Muriaé/MG

Retomada

Apesar de sentir urgente a vontade e necessidade de retomar o hábito da escrita, como forma de elaborar os pensamentos, as experiências, esvaziar a cabeça, sinto que tudo o que eu poderia desenhar em palavras seria irrelevante, pois são apenas variações, mais do mesmo que já permeia tantas páginas preenchidas, tantos números em arquivos. São orações, pontos e pausas que constam e remontam sentimentos, experiências que influenciam meus passos, decisões e inevitavelmente, direcionam o conteúdo do que simbolizo aqui.
Mas o que somos nós senão um amontoado de vivências passadas, cicatrizes e marcar das aventuras e desventuras vividas que nos moldam, nos motivam ou paralisam?
Se super analisarmos as situações e pessoas, as razões e os porquês, principalmente no momento atual, certamente ficaríamos parados, imóveis frente a tanta informação, tantas mudanças, tantas variáveis que tem nos forçado a olhar pra dentro e nos isolarmos quanto temos sido domesticados por anos a fio para nos aglomerarmos, compartilharmos, com a máxima de que o que não é mostrado, não é vivido e que a solidão, a reclusão e a permissão ao sentimento da tristeza é condenável, ainda que seja ferramenta necessária para o crescimento e fortalecimento de qualquer pessoa.
Então, por que, apesar de tudo, debruçar as mãos sobre a folha em branco e alinhar letras que dizem nada mais nada menos do que sou? Seria apenas uma tentativa mascarada de dizer de mim e de minhas mazelas e alegrias enquanto me convenço de que em algum lugar alguém encontrará sentido naquilo que, muitas vezes, nem mesmo eu sou capaz de entender?
Mas, encontrar “sentindo” não seria apenas o processo de sentir o que eu também sinto?
Escrevo porque o manejo das palavras na escrita é arte e arte é o que me aprisiona e liberta. Isso é tudo o que nos resta. Porque escrevo o que sou o que me leva a escrever.
Sinto urgente a vontade e necessidade de retomar o hábito da escrita apesar de tudo, porque, apesar de tudo, escrever é o que sei de mim, é o meio para que eu encontre um fim.

Raquel Núbia

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Foto: @xlucasxcruzx

 

 

Rima

Eu prefiro escrever
encontrando combinação.
Entre os versos e palavras,
quase como uma canção.

A poesia sem rima
não supre a necessidade,
De expressar os sentimento
Se não há finalidade.

E nessa busca por sentido,
Posso me estender sem me notar.
Construindo poesias gigantes,
por não querer me limitar.

Com a melodia que se forma,
o conteúdo vai se apresentando.
E quem lê, desfruta de tudo,
Enquanto fala, quase cantando.

Qual o tamanho do exercício,
que uma mente deve precisar,
para encontrar palavras certas
pelo prazer de rimar?

Se alguém possui o coração pequeno,
talvez tomado pela tristeza,
Que cuide para que não perca o olhar
para a arte pura e sua beleza.

Que continuem produzindo sentimentos,
Aqueles que, por rimar, não tem necessidade.
pois o que importa será sempre o conteúdo,
e que esse seja sempre de verdade.

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Rio das Ostras/RJ

Relembrando: Arte

“Qualquer forma de arte me representa… Nela encontro uma forma segura de me manter firme, em contato com minha sanidade e com a minha essência.

O mundo nos obriga, muitas vezes, a guardar quem somos no bolso e a vestir uniformes que condizem com nossos papéis sociais… Mas o meu bolso é um infinito sem fronteiras…”

Para ler a crônica na íntegra clique aqui e para assistir a um trecho do meu vídeo interpretando a música “Bring me to life” da banda americana Evanescence, dá um play!

Abraço,

Raquel Núbia

DIA #23 – 30 DAY CELEBRATION

23

Apesar de já ter usado piercing na sobrancelha e na língua, atualmente tenho só um na orelha, bem comum. Já tatuagem, tenho algumas e as pessoas costumam perguntar o significado delas. Particularmente cada uma que tenho é uma lembrança, mas acredito que se a pessoa acha o desenho bonito não é obrigatório que tenha algo por trás para que a tatuagem seja feita.
Na foto abaixo:
1 – Inspirada no livro Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Trata-se o feitiço Expecto Patronum, utilizado pelo personagem para invocar seu guardião, composto de energia positiva, para combater os Dementadores, que são seres que sugam sua felicidade.
2 – Inspirada no livro Harry Potter e as Relíquias da Morte. Trata-se da junção dos três objetos que se possuídos pelo mesmo homem trariam a vida eterna, sendo eles: a capa da invisibilidade, a pedra da ressurreição e a varinha das varinhas que combinadas formam o símbolo que tatuei.
3 – Inspirada o livro O Símbolo Perdido de Dan Brown, é uma expressão em latim que pode ser traduzida como “Louvado seja Deus”.

 

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Na foto abaixo:
– Metade de um trevo de 4 folhas no pulso direito. A cor roxa estimula o contacto com o lado espiritual, proporcionando a purificação do corpo e da mente, e a libertação de medos e outras inquietações. E a cor verde simboliza o crescimento, a harmonia, o frescor, e a fertilidade. Ainda estou na busca das outras duas cores para completar meu trevo…
– Ponto vírgula no pulso esquerdo. Fiz devido ao projeto “Ponto Vírgula” sobre o qual você poder ler mais aqui. Muito interessante 😉
– Frase do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias” que pode ser traduzida como “não entre em pânico”.

pulsos

pernas

Na foto ao lado:
– Flores na perna esquerda. Na verdade essa á uma cobertura para uma tatuagem mal sucedida. Após 9 sessões de laser, a tinta (de péssima qualidade) clareou bem e permitiu que (graças a Deus) a imagem horrenda que havia ficado fosse coberta.
– Símbolo do infinito no pé direito. Outra cobertura, mas por motivos diferentes… O triângulo simboliza o equilíbrio e o coração o amor.

E a última e minha favorita: A Fênix.
Fiz inspirada na música “My Little Phoenix” da Tarja Turunen que você pode ouvir aqui.
A primeira foi uma versão menor que mostrei nesse post, mas quando chegou a hora de retocar, quis acrescentar um fundo diferente, então mandei uma foto de uma fênix maior pra minha tatuadora ver o fundo que havia na imagem. Quando ela recebeu a imgem, disse que se eu quisesse, ela conseguia fazer a fênix inteira por cima da que eu tinha e eu não pensei duas vezes.

 

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Espero que tenham gostado.
Abraços,
Raquel Núbia

 

Arte

Qualquer forma de arte me representa… Nela encontro uma forma segura de me manter firme, em contato com minha sanidade e com a minha essência.

O mundo nos obriga, muitas vezes, a guardar quem somos no bolso e a vestir uniformes que condizem com nossos papéis sociais… Mas o meu bolso é um infinito sem fronteiras…

Com o meu investimento em outras áreas que não somente a literatura, a tendência é que o blog se torne um local mais diversificado, onde quero compartilhar não somente minhas produções literárias, mas também outros conteúdos que desenvolvo. Desde assuntos voltados à minha área de formação, Psicologia, em que atuo no campo da Clínica, Organizacional e da Docência, até hobbys e qualquer outra coisa que me encha os olhos e que possa ser de interesse das pessoas que passam por aqui.

Nesse clima de mudanças e ampliação, tudo a seu tempo e, principalmente, a MEU tempo, compartilho um trechinho da minha participação no show de encerramento de um evento do Centro Universitário onde sou docente… Mais duas das minhas paixões: Música e Vida Acadêmica…

Como sempre digo, sem pretensões, sem precisar provar nada pra ninguém… Apenas escavando da camada grossa que nos é imposta pelo dia a dia, um pouco do que me mantém…

Em tempo, o canal onde o vídeo foi postado é o meu canal no YouTube, que pretendo utilizar com mais regularidade nos próximos meses. 😉

 

Abraços,

Raquel Núbia