Altos e baixos

Às vezes é difícil falar sobre nossas dificuldades, sobre os momentos em que nosso ânimo rebaixa e que a gente se cansa. Quando pensamos em escrever, expor ou compartilhar, pensamos também na reação do outro, de quem vai ouvir/ler nosso relato.
O que vão pensar?
Será que vão se regozijar?
Estranho pensar assim, mas sabemos que existem pessoas que ficam no aguardo, mesmo que todos nós tenhamos altos e baixos, apenas observando.
Ou… Isso é só uma cisma da nossa própria cabeça que, cansada, começa a se perder em devaneios e abrir espaço para aqueles pensamentos que precisam ser controlados, pois são poderosos, tanto os bons quanto os ruins.
A gente pode ficar cansado, pode se sentir desgastado, vez ou outra a gente se abate e tudo bem. É até preciso que tenhamos esse momento para absorver o que nos aflige, penas no que sentimos para podermos elaborar, ressignificar e encontrar alternativas e saídas, formas de voltarmos ao nosso estado normal.
E tem hora que o que a gente precisa é só de um tempo mesmo, um tempo para nos afastarmos, darmos um passo pra trás para respirarmos, tomarmos um fôlego para conseguirmos ter um novo impulso para, aí sim, conseguirmos dar um salto maior e melhor.

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Foto: Raquel Núbia. Muriaé/MG
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Dia #18 – 30 DAY BLOG CHALLENGE

18

Daria pra fazer mais um livro somente com esse tema… Mas, olhando o último ano fico feliz em perceber que foram muito mais “altos” do que “baixos”.
Comecei 2016 encarando o desafio de morar sozinha pela primeira vez e mais do que isso, ter que encontrar esse lugar para morar e montá-lo inteiro. Aos 28 anos (tarde talvez) lidando pela primeira vez com o preço do aluguel, boletos infinitos (sim, todos os memes a respeito de boletos são reais) e com a realidade de que tudo o que eu precisasse ou quisesse teria que fazer por conta própria, desde o café da manhã, até comprar o carro que comprei alguns meses depois.
Mas tudo isso trouxe um lado bom incrível, de sentir que eu consigo fazer qualquer coisa e que, se antes não fazia não era porque eu não sabia, mas porque não precisava.
O primeiro semestre trouxe também a necessidade de aprender a lidar com o ódio alheio, a receber ataques grosseiros e mentirosos e compreender que tudo aquilo vinha de uma alma incompleta, triste e infeliz e que não deveria gerar em mim nada mais do que pena e que o melhor que eu poderia fazer era incluir a fonte de tanto desespero em minhas orações pedindo que pudesse encontrar a paz longe de mim.
No segundo semestre consegui realizar um projeto que há tempo eu desejava: Dar aula no Centro Universitário onde me graduei. Quanta felicidade ao receber o telefonema informando que a vaga era minha! Quatro turmas, cinco disciplinas. Uma realização.
Em setembro surgiu a possibilidade de iniciar o processo para publicação do meu livro, um “alto” bem “alto” 🙂
Os “baixos” se relacionam basicamente a pessoas que aparecem na vida da gente pra tirar um pouco da luz mas para ensinar alguma coisa também e eu tenho que lidar com essas pessoas diariamente, mas depois de tanto tempo a gente desenvolve métodos pra atropelar essa galerinha sem nem se dar conta.
Eu não tenho do que reclamar do último ano e sei que o próximo será tão bom quanto ou ainda melhor.
Amém.

Búzios (4)
Foto: Raquel Núbia – Búzios/RJ

Abraços,

Raquel Núbia