DIA #15 – 30 DAY CELEBRATION

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Cinco coisas que gosto de fazer além de escrever… Eu sou uma pessoa bastante chata 😛 Não gosto de quase nada… Mas, acho que consigo citar alguns passa tempos:

– Cantar

– Ver TV
Dizem que ver tv não pode ser considerado hobbie, mas é uma das coisas que eu gosto de fazer, ainda mais se for pra ver programas de entretenimento sem compromisso, sem questões filosóficas…

– Youtube
Acredito que encaixa um pouco no item acima. Assisto vídeos em geral, mas gosto dos que falam de moda e beleza, fails (pra rir um pouco) e gatos!

– Colorir
Eu não sei desenhar, queria muito saber, mas não tem problema porque posso usar os desenhos das outras pessoas e encher de cor.

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Alguns dos meus desenhos

É isso… Não chega nem a cinco coisas, mas é suficiente pra mim.

Vocês tem alguma sugestão pra me dar?

Abraços,
Raquel Núbia

 

 

 

 

 

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DIA #12 – 30 DAY CELEBRATION

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Eu tenho muitas oscilações de humor e mantê-lo estável é uma luta diária, por isso quando tento pensar em um momento em que eu fiquei triste me vem algumas coisas na cabeça. Desconsiderando os momentos em que perdi pessoas queridas, pois todos eles poderiam ser listados como tristes, a primeira lembrança que me ocorreu para responder ao item de hoje foi essa:
Em 2014/2015 tive um problema de saúde, conforme já citei anteriormente, e devido a isso fui passar um tempo com meu irmão mais velho e minha cunhada, que moram em outra cidade. Depois de algumas semanas estava me preparando para retornar para minha cidade, para minha casa. Sabia que precisava retornar mas, ao mesmo tempo queria ficar mais pois aquele período fora, com pessoas e lugares diferentes, estava me fazendo bem. Mesmo assim minha vida estava me aguardando e com ela, as pessoas com as quais convivia e que, eu imaginava, estariam sentido minha falta.
Pois bem, na hora de colocar as malas no carro expressei, sem compromisso, como seria bom ficar mais uns dias e quase imediatamente, a pessoa que me levaria pra casa iniciou um discurso de que realmente eu deveria ficar mais uma semana, que não fazia sentido voltar já que eu não tinha “nada pra fazer” em casa, que não poderia voltar para me buscar no outro fim de semana mas que eu poderia ir de ônibus, etc, etc, etc.
Minhas malas foram retiradas do carro, ganhei um abraço e um beijo e enquanto via o carro ir embora, senti o quanto estava enganada quando achei que minha ausência era sentida. Me senti como um problema que foi passado de uma pessoa para outra, uma sensação de vazio e falta de carinho, me preocupava, sentia saudade, sentia falta e tinha certeza de que também sentiam isso. Mas na verdade, minha ausência era sentida quase como um período de férias e descanso.
Tentei não transparecer nada daquilo para meu irmão e minha cunhada mas, pouco depois fui “pega no flagra” enquanto chorava no quarto… Aquele momento foi muito triste e, posso dizer, que foi como um botão acionado que mudou bastante coisa nos meses que seguiram.
Aquela atitude doeu, mas a que se seguiu foi encantadora, pois percebendo meu desapontamento meu irmão e minha cunhada demonstraram tudo o que eu não havia visto dessa outra pessoa, tiveram toda paciência e carinho ao planejar o resto do dia para me tirar daquele lugar ruim e me levar para um lugar de luz, literalmente. E o programa que fizemos juntos foi inesquecível – poderia tê-lo citado como um dos momentos mais felizes.
Findando aquele período ficou mais forte pra mim a importância da família e de me lembrar sempre que, por mais que as pessoas jurem que te amam, te prometam estar contigo na saúde e na doença, nem sempre as palavras são ditas com intenção de serem cumpridas mas na família, pelo menos na minha, eu tenho um porto seguro. Sempre.

Raquel Núbia

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Foto: Leandro Oliveira – Tiradentes/MG

 

 

DIA #11 – 30 DAY CELEBRATION

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A felicidade é rara… Mas às vezes se esconde na simplicidade das coisas e por isso temos certa dificuldade para encontrá-la. Tenho a agradecer, pois os momentos felizes são muitos para recordar e espero que ainda sejam muitos para viver.
Geralmente as pessoas dizem que nos lembramos mais dos momentos difíceis e que esquecemos os momentos bons, que as atribulações nos marcam mais e que, mesmo que possamos vivenciar um longo período de bonança, ele é esquecido frente a primeira dificuldade.
Com a oportunidade de criar a lista para responder ao item de hoje, proponho que você faça o mesmo. Dedique algum tempo para se lembrar dos momentos que te fizeram sorrir ou chorar de emoção. Anote-os. Guarde-os com você como um lembrete de que a vida pode ser dura, mas também pode ser doce.

– Graduação da faculdade
Depois de 5 anos, que conquista! Muito mais do que encerrar minha primeira formação acadêmica, foi o momento de encerrar uma fase inteira da minha vida. Com um final um tanto quanto atribulado, esse período me trouxe muitos aprendizados e a noite do dia 21 de dezembro de 2010 foi uma, se não a mais feliz da minha vida. E tudo vai muito além do diploma.

– Aprovação na seleção para docência
Tamanha satisfação em conquistar algo pelo esforço e mérito próprio. A aprovação para lecionar aos alunos do curso de Psicologia do mesmo Centro Universitário onde me graduei veio em uma hora em que eu precisava me provar, precisava provar a mim mesmo que meu valor era independente do vínculo com outra pessoa. E assim foi. Uma experiência maravilhosa. Um dos telefonemas mais esperados…

– Show do Angra
Outubro de 2008. Felicidade sem tamanho ao assistir de perto minha banda favorita tocar. A relação de fã é realmente algo difícil de traduzir, mas quem admira alguém pela sua arte sabe bem como é.

– Meu primeiro apartamento
Após finalizar a visita ao apartamento junto da minha mãe e do meu namorado e verificar que aquele espaço me serviria, seria meu e abrigaria a mim e à minha independência que gritava pela primeira vez em anos, a sensação não poderia ser outra a não ser felicidade genuína. Novamente a representação material de algo muito mais profundo, que ninguém poderia tirar de mim.

– O amor fraterno
Minha relação com meu irmão mais velho me proporciona infinitas oportunidades de me sentir feliz e muito além, de me sentir protegida, acolhida e amparada. Dos mais simples gestos até os maiores. Da timidez de uma mensagem a uma preocupação expressa em uma ligação. Muitas memórias e a certeza de um amor fiel.

– Meu primeiro carro
Algo parecido com a sensação do primeiro apartamento… Leia-se o mesmo motivo.

– Meu primeiro emprego
Aqui foi algo parecido com minha aprovação na seleção para docência… Leia-se também o mesmo motivo.

– Presente no aniversário de 08 anos
Essa felicidade foi do tipo mais inocente que se pode sentir. Eu queria muito todos os móveis da casinha da Barbie, que era minha boneca favorita na infância, e quando fiz 08 anos ganhei todos eles da minha mãe! Tenho tudo guardado até hoje ❤

– Picolé depois da aula
Outro tipo de felicidade genuína era sair da escola quando estava na segunda série e encontrar minha mãe. A escola ficava muito próxima ao ponto de ônibus e nesse ponto tinha uma senhor com um carrinho de picolé. Todo dia, religiosamente era uma picolé pra minha mãe e um picolé pra mim, de limão geralmente e isso bastava para me fazer feliz.

– Gravidez de uma amiga
Cresci numa família com muitos primos e primas, mas depois de adulta não tenho mais um contato tão próximo com eles. Isso fez com que eu não acompanhasse de perto a construção das famílias, filhos e etc. Quando em 2015 uma colega de trabalho e amiga me contou que estava grávida fiquei muito empolgada! Por ela, pelo esposo dela e por poder estar perto de alguém querido em um momento especial como esse.

Poderia descrever muitos outros momentos… Mas esse post já ficou muito grande.
vale ressaltar também que a ordem em que esses fatos aparecem não são necessariamente a ordem de importância que eles tem pra mim, pois isso seria impossível.

Abraço,
Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Petrópolis/RJ

 

DIA #10 – 30 DAY CELEBRATION

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Não sei se consigo listar 7 coisas. Não que não tenha, mas talvez sejam coisas mais amplas que envolvam coisas mais detalhadas, mas vamos lá, o que preciso melhorar:

– A forma como cuido da minha saúde;
Por que não conseguimos dar a nossa saúde a mesma importância que damos a outros assuntos da nossa vida? Eu, pelo menos, não consigo. Consultas de rotina sempre ficam para depois, exames periódicos sempre são adiados e por aí vai… E sei que preciso priorizar essa questão.

– Minha alimentação;
Seguindo a mesma lógica do item acima. Uma boa alimentação está diretamente ligada a uma boa saúde e isso também é uma coisa que preciso melhorar mais. O fato de não saber cozinhar muitas coisas e de não gostar dessa rotina me atrapalha bastante, mas não deve ser o motivo para se alimentar mal. Existem formas e eu preciso me adequar a elas.

– Minha tolerância à imprevistos;
Gosto e priorizo uma rotina estabelecida, principalmente no trabalho mas isso se aplica a todas as áreas da minha vida. Não há nada de errado nisso. Na verdade o que preciso melhorar é a minha tolerância na convivência com as pessoas que não tem tanto planejamento para as coisas como eu tenho. Ás vezes isso me gera um estresse sendo que, nem sempre há o que eu possa fazer a respeito.

– Minha tolerância no trânsito;
E alguém consegue ser 100% calmo dirigindo?
Só quando eu pego a estrada para viajar… Sinceramente, melhorar isso vai exigir muito esforço.

– Minha paciência
No geral tenho tendência a ser muito impaciente. Com quase tudo. Com pessoas que demoram muito para falar, com pessoas que são lentas para realizar alguma tarefa, com o vídeo que demora a carregar no youtube, com a comida que demorar a cozinhar e por aí vai. Não demonstro nem desconto isso nas pessoas (só às vezes), mas internamente a impaciência me inflama!

– Minha preguiça
Tenho muita preguiça para fazer algumas coisas e isso impacta até mesmo em alguns pontos que citei acima como em relação a saúde e a alimentação. Às vezes sinto que não tenho muita energia física (porque mental me sobra!). Será que preciso de uma vitamina? Mas aí precisaria ir ao médico para saber, então… Lembra ali do primeiro item? Então…

– Minha forma de demonstrar afeto
Costumo reservar minhas demonstrações de afeto para pouquíssimas pessoas e isso faz com que algumas pessoas importantes, com as quais me importo e pelas quais tenho grande carinho se sintam esquecidas quando, na verdade não estão.

E não é que consegui as sete oportunidades de melhoria?
Agora é só começar a trabalhar em todas elas.

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Tiradentes/MG

 

DIA #09 – 30 DAY CELEBRATION

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Para responder ao tema do dia de hoje deixo aqui o link para a poesia Ciclotimia e compartilho abaixo mais alguns versos. Ao findar a leitura de ambas, será possível saber qual o momento mais difícil que já experienciei na minha vida.
Mas seguimos! Fortalecidos.

Depressus

Se carrega a tristeza nos olhos,
como pode ninguém perceber?
Toda dor que te cala e queima,
em um fogo que o faz perecer…

Se a falta de vida castiga,
e corrompe qualquer sentimento,
Como pode ninguém resvalar,
No que mostras a cada momento?

Se a anedonia da vida,
lhe retira a gana de viver,
Onde encontras sua volição,
Se em nada mais sentes prazer?

Se a morte de todos os desejos,
lhe rouba a paz do dia a dia,
Onde esperas achar atitude,
sem em nada mais tem alegria?

Na letargia dos dias que nascem,
se prostra cada vez que ouve o peito bater.
E ao pulsar o sangue outrora vivaz,
morres cada vez mais,
e a cada dia mais quer morrer.

Na sonolência daqueles que o cercam,
se despede de toda e qualquer temperança.
E ao sentir que nada vai lhe curar,
morres cada vez mais
e a cada dia mais morre a esperança.

Na cavidade profunda descansa.
E se cansa da profundidade.
E vive quando se quer morrer,
esperando que morra de verdade.

Raquel Núbia

Editada no Nokia Glam Me
Foto: Raquel Núbia

 

DIA #08 – 30 DAY CELEBRATION

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Muito se fala em ansiedade, em depressão, em transtornos mentais no geral. Fala-se em como tem se tornado cada vez mais comum que as pessoas apresentem esse tipo de doença e como a sociedade romantiza e banaliza o sofrimento ao mesmo tempo que nega a existência efetiva e limitante deste.
Pois bem:
Sofrer de ansiedade é sim paralisante.
Sofrer de depressão é sim devastador.
E, justamente por isso, meu maior motivo de orgulho no momento é a superação desses dois males frente a necessidade de dar um passo no desconhecido rumo a algo que eu desejava.
O que para alguns é algo simples, para um ansioso/deprimido é um trabalho hercúleo que exige muita força interior. Não quero citar especificamente qual foi esse meu trabalho, mas quero apontá-lo como um divisor de águas na minha jornada.
Um momento em que me deparei com vários estímulos que sempre foram gatilhos para respostas desconfortáveis (para dizer no mínimo) e que, dessa vez, eu venci sem nenhum problema. Que sensação mais revigorante provar para si mesmo que “você consegue”, “você é capaz” e desfrutar, nem que seja somente naquele momento, do fruto do seu esforço, gozando de uma matirudade e de um autocontrole que você mesmo achou que não tinha.
Nesse contexto ressalto ainda a importância do apoio familiar ou de pessoas queridas. Saber que acreditam em você, no seu potencial, que crêem que você tem tudo o que precisa dentro de si é um estímulo para que nós mesmos também possamos acreditar e foi assim que aconteceu comigo.
Deixo aqui então esses dois lembretes:
– Não despreze, minimize ou menospreze o sofrimento do outro. Parta do princípio de que ele realmente sofre e então
– O que você puder fazer para apoia-lo, faça.
Não sei se quando me deparar com a situação novamente as coisas acontecerão da mesma forma que aconteceram. Mas, tudo bem. Esse futuro ainda não me pertence e, certamente, quando me deparar com ele, saberei o que fazer.

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia – São Paulo/SP

 

DIA #07 – 30 DAY CELEBRATION

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O melhor momento do Blog nesse ano foi todo o mês de Maio, quando realizei o primeiro desafio de 30 dias. Houve postagens todos os dias daquele mês, sendo que em alguns dias havia mais de uma por dia e isso aumentou muito a interação dos leitores, pois foi a primeira vez que trouxe conteúdos diferentes de literatura aqui para o Verba Volant e pude falar de assuntos que normalmente não falava até então.

Fugindo um pouco do tema, ilustro essa postagem com um dos meus melhores momentos esse ano. Minha viagem para Petrópolis que abriu meu ano de 2017 de uma forma relaxante, empolgante e carinhosa. Uma viagem pensada a dois que trouxe a minha primeira oportunidade de conhecer aquela cidade junto a minha melhor companhia que planejou tudo pra mim com muito cuidado e atenção. Foi um prenúncio de como esse ano seria bom e de quantas oportunidades ainda teríamos de realizar coisas juntos ❤

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Petrópolis/RJ

 

DIA #06 – 30 DAY CELEBRATION

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Minha memória mais antiga é uma mistura de vários momentos de um dos melhores períodos que vivi: minha primeira infância. Naquela época meu irmão também era criança (ainda que 6 anos mais velho) e nossos primos todos tinham nossas idades, uma turma toda da idade dele e uma turma toda da minha idade.
Nas férias de Janeiro sempre viajávamos para casa de uma tia que morava em Aracruz no Espírito Santo, região litorânea, íamos com outros primos e tios e era sempre uma época boa demais… A casa era modesta mas acomodava todo mundo de maneira confortável e aquele tumulto de gente o tempo todo soava um clima de festa constante.
De manhã cedo, partíamos para a Praia de Coqueiral que, pelo que eu me lembro, não era muito longe. No caminho passávamos em frente a uma grande plantação de eucalipto que era da fábrica de papel onde meu tio trabalhava e aquele cheiro de mato se espalhava pela estrada.
O dia se desenrolava lento, com os homens jogando peteca, as mulheres tomando sol e as crianças brincando de fazer castelinhos e bolinhos na areia. Para entrar na água só na companhia do pai ou da mãe e o ciclo era infinito. Brinca na areia, se suja toda, entra na água, limpa e começa tudo outra vez.
Na hora que a fome batia o lanche era certo: guaraná e pão com mortadela 🙂 Tudo já preparado e trazido de casa, armazenado no porta malas de algum carro.
Certa vez meu irmão saiu da água chorando e dizendo que havia sido queimado por uma água viva… Na hora eu não acreditei porque ele passou o dia me fazendo medo toda vez que eu entrava na água dizendo que eu ia encostar nesse bichinho e que ele ia me machucar. Coisas de irmão mais velho… Mas não é que o bicho queimou foi ele?
Chegávamos em casa vermelhos e queimados, pois a energia para brincar na água e no sol não acabava nunca e a festa continuava geralmente com um churrasco em casa mesmo. Eu usava um maiô laranja com babados atrás… minha mãe o guarda até hoje!
E o que eu guardo são essas lembranças tão inocentes e tão boas… Se os problemas já existiam naquela época, eu não sei, mas a visão que tenho era de felicidade apenas e é essa visão que quero continuar levando comigo.

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia – Rio das Ostras/RJ

 

DIA #04 – 30 DAY CELEBRATION

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Infelizmente um dos traços mais marcantes da minha personalidade é justamente o pensamento constante, massante e cansativo. Certamente se pudesse mudar algo em mim, seria isso, tanto que tem sido um esforço diário manter esses pensamentos organizados e dominado. Em alguns momentos parece que minha cabeça vai fundir tamanho fluxo…
Claro que não é assim para todos os assuntos, geralmente para assuntos profissionais não sinto essa cadência de conexões mentais, nessa área as coisas costumam correr mais tranquilas.
Mas sendo o tema de hoje as 7 coisas que passam pela minha cabeça, não necessariamente nessa ordem:
* Penso em comida grande parte do tempo 😛 Apesar de parecer engraçado, é verdade e de vez em quando me pego pensando que precisar parar de atrelar os momentos de afeto e lazer com pessoas à realização de alguma refeição. Alguém mais é assim? Provável que seja…
* Vez ou outra penso que deveria cuidar mais da minha saúde e me sinto culpada por não dar a essa questão a importância que deveria.
* Penso em como as coisas seriam mais simples se as pessoas não tivessem tanta dificuldade em seguir regras e a se adaptar a elas. Já parou para pensar que todos os problemas que temos hoje estão ligados a essa dificuldade das pessoas? Isso costuma me estressa bastante.
* Penso em maneiras de ter uma vida mais pacata num futuro não tão distante e às vezes me pego analisando quais investimentos precisaria fazer para ir morar numa cidade pequena porém turística e ter algum negócio voltado ao turismo que envolve arte, relaxamento e Psicologia. Quem sabe um dia…
* Penso em situações do passado. Algumas de um passado longínquo e outras de um passado de ontem. Tenho essa “mania” de me lembrar sem querer de situações não tão agradáveis que já vivi. Voltando para a Psicologia pode-se chamar esses pensamentos de “pensamentos intrusivos” que costumam funcionar como uma auto sabotagem que por vezes me vence mas que em outras vezes é vencida.
* Penso nas minhas relações familiares com certa frequência. Meu irmão mais velho mora fora há anos, minha mãe passa grande parte do mês fora também e meu contato com meu pai e meu irmão mais novo certamente poderia ser melhor. Sobre isso sinto certa consternação…
* E tenho pensado bastante até em uma questão que até 01 ano atrás julgava resolvida pra mim: Filhos. Sabia que não queria tê-los. Hoje, me vejo planejando com meu parceiro a preparação para, em um futuro breve, recebê-los.
Apenas 7 itens… Mas de um conteúdo suficiente para atordoar os pensamentos por uma vida…

Raquel Núbia

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Raquel Núbia. Foto: Leandro Oliveira – Tiradentes/MG