Sobre ser forte e se sentir sozinho

Quando a gente cuida de todo mundo, quem é que cuida da gente?
Quando é a nós que as pessoas recorrem e de nós que se espera que a solução apareça, quem soluciona as nossas questões e a quem podemos recorrer?
Quando nosso trabalho é ser a referência e nortear as pessoas nos momentos em que elas estão perdidas, quem é a referência que nos mostra o caminho e nos ajuda a nos reencontrarmos?
Tem hora que as pessoas ao redor parecem se esquecer de que, assim como elas precisam de alguém, nós também precisamos. Às vezes com menos frequência, menos urgência, mas com igual importância. A falta de suporte, de reconhecimento, esgota e pode exaustiva e nem mesmo o mais motivado dos sujeitos consegue suportar a solidão das lutas diárias.
Em alguns momentos parece que nos tornamos invisíveis enquanto pessoas e o que é visto são somente nossos resultados sem conhecimento de todo o resto. O que é visto é somente a persona e não interesse na pessoa em si.
Espera-se que sejamos, que façamos, que superemos, que consigamos dar conta de tudo, mas não vem ao caso o que sentimos, o que pensamos e como reagimos, aos olhos dos demais isso não é interessante. Freud nunca esteve tão certo… “somos de carne, mas temos que viver como se fôssemos de ferro”.

Raquel Núbia

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Foto: Raquel Núbia – Muriaé/MG

6 comentários em “Sobre ser forte e se sentir sozinho

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