“Ponto&Vírgula” – Post 05

Em um mundo com tantas inspirações, respirar é preciso

Todo esse discurso de auto aceitação é muito lindo, muito necessário e tem sido muito discutido e divulgado, entretanto há uma grande diferença entre um discurso e sua ação prática.
Existem tantas histórias inspiradoras, de pessoas que lideram mudanças e atuam como multiplicadores de uma nova ideologia. Mas o que é “inspiração”?
Não sei quanto a vocês, mas eu acredito sim no poder do estímulo, entretanto a decisão do quanto esse estímulo ou “inspiração” vai modificar o comportamento ou pensamento do sujeito, está unicamente nas mãos desse indivíduo.
Claro que, quanto mais exposição a fatores de inspiração positiva, maior a probabilidade de que esse fator atue efetivamente para uma mudança positiva, porém se a mudança não ocorrer internamente, não já inspiração que baste e seja suficiente.
Eu, particularmente, tenho um pouco (leia-se muita) dificuldade de “comprar” esse discurso, esse lifestyle.
Geralmente as pessoas recorrem muito a argumentos ligados a “mantras” do tipo: “basta se dedicar”, “quem quer, consegue” e coisas do tipo.
Eu não poderia discordar mais!
Às vezes não basta querer. Às vezes não basta dedicação. Às vezes a vida exige muito mais do que isso! E esse discurso que coloca tanta responsabilidade e poder sobre o sujeito pode ser uma fonte inesgotável de frustração!
A gente costuma aprender muito cedo que a vida não é justa e quase nunca divide as coisas boas que distribui em partes iguais (eu, pelo menos, aprendi isso faz um tempo). Essa divisão nem sempre depende de nós. Algumas sim, mas nem todas.
A gente pode oscilar muito entre os desejos, objetivos e a quantidade de esforço que estamos dispostos a fazer e essa variação está atrelada a uma infinidade de motivos.
As pessoas se motivam de diferentes formas e dispõem de diferentes recursos.
Nem sempre uma foto ou uma história emocionante bastam para causar uma mudança interior. Aliás, “uma história” ou a história de uma minoria (minoria aqui como grupo em menor quantidade, no geral) não deve ser tomada 100% como exemplo, como regra geral.
Se aquela minoria/pessoa conseguiu algo, seja lá o que foi, isso pode significar que, sim, você também pode conseguir ou que talvez você não consiga, ou ainda pode não significar nada! E tudo bem!
T-u-d-o B-e-m!
Eu não tenho que conseguir apenas porque alguém conseguiu, fazer porque alguém fez, buscar superação porque alguém se superou e, principalmente, eu não preciso querer apenas porque o outro quis.
E falo tudo isso na primeira pessoa porque é algo que eu preciso aprender e, talvez, você também.

Vamos parar só um momento para analisar:

De tudo o que nos dedicamos, das nossas metas, do quanto buscamos, quantas coisas condizem com a nossa verdade? O que é real?
De todas as nossas frustrações, chateações, dos desânimos que sentimos, quantos são advindos dessas coisas que não são nossas?
São muitos imperativos usados hoje em dia.
São muitas frases de efeito.
São muitas exceções se tornando regra.
A gente não “tem que” nada!
Você não “tem que” inclusive ler esse texto até o final ou concordar com o que eu escrevo.
A gente deveria mesmo era se comprometer com os nossos desejos originais, estabelecer nossos limites e lembrar sempre que somos nós que fazemos essas definições. E que possamos fazer da melhor forma possível e de maneira responsável.
Mas, voltando no primeiro parágrafo desse texto:

Todo esse discurso de auto aceitação é muito lindo, muito necessário e tem sido muito discutido e divulgado, entretanto há uma grande diferença entre um discurso e sua ação prática.

Sendo assim:
Faça o que você quiser, do jeito que quiser.
No final, a gente é cobrado de qualquer forma e às vezes somos julgados também.
Que, frente a isso, sejamos justos com os outros e com a gente mesmo.
O meu querer não é o seu.
A minha motivação não é a sua.
As minhas dificuldades não são as suas.
A minha vida não é a sua e a sua vida não é de mais ninguém.
Recorrendo ao mesmo imperativo que critiquei ainda agora: Escolha quem VOCÊ quer ser e seja.

Raquel Núbia

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5 comentários em ““Ponto&Vírgula” – Post 05

    1. Because I don’t know what this is about. You only posted a link, but did not explain what it is, and, above everythink, I don’t remmember seeing you here, in my blog, commenting about my productions before. So… I just thought it was a little strange, on your first time in my comment section, to ask me to do something that I don’t even know what it is.
      Nothing too serious, just thinking… 🙂

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      1. Different voting systems use different types of votes. Plurality voting does not require the winner to achieve a vote majority, or more than fifty percent of the total votes cast. In a voting system that uses a single vote per race, when more than two candidates run, the winner may commonly have less than fifty percent of the vote.

        A side effect of a single vote per race is vote splitting, which tends to elect candidates that do not support centrism, and tends to produce a two-party system. An alternative to a single-vote system is approval voting.

        To understand why a single vote per race tends to favor less centric candidates, consider a simple lab experiment where students in a class vote for their favorite marble. If five marbles are assigned names and are placed “up for election,” and if three of them are green, one is red, and one is blue, then a green marble will rarely win the election. The reason is that the three green marbles will split the votes of those who prefer green. In fact, in this analogy, the only way that a green marble is likely to win is if more than sixty percent of the voters prefer green. If the same percentage of people prefer green as those who prefer red and blue, that is to say if 33 percent of the voters prefer green, 33 percent prefer blue, and 33 percent prefer red, then each green marble will only get eleven percent of the vote, while the red and blue marbles will each get 33 percent, putting the green marbles at a serious disadvantage. If the experiment is repeated with other colors, the color that is in the majority will still rarely win. In other words, from a purely mathematical perspective, a single-vote system tends to favor a winner that is different from the majority. If the experiment is repeated using approval voting, where voters are encouraged to vote for as many candidates as they approve of, then the winner is much more likely to be any one of the five marbles, because people who prefer green will be able to vote for every one of the green marbles.

        A development on the ‘single vote’ system is to have two-round elections, or repeat first-past-the-post. The winner must receive a majority, which is more than half.[1] If subsequent votes must be used, often a candidate, the one with the fewest votes or anyone who wants to move their support to another candidate, is removed from the ballot.

        An alternative to the Two-round voting system is the single round instant-runoff voting system (Also referred to as Alternative vote or Preferential voting) as used in some elections in Australia, Ireland and the USA. Voters rank each candidate in order of preference (1,2,3 etc.). Votes are distributed to each candidate according to the preferences allocated. If no single candidate has 50% or more votes than the candidate with the least votes is excluded and their votes redistributed according to the voters nominated order of preference. The process repeating itself until a candidate has 50% or more votes. The system is designed to produce the same result as an exhaustive ballot but using only a single round of voting.

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