Soledade

A maioria das pessoas diz que a vida é feita de ciclos. Eu mesma já escrevi algumas vezes falando isso, afirmando que quando algo termina, outra coisa começa, que quando alguém se vai, alguém ou alguma coisa, chega. E nessa linha a gente vai dando adeus e boas vindas pra tudo o que a vida nos apresenta.
O ponto comum, pra mim, é a solidão.
Solidão em todos os significados que a palavra guarda.
Não importa o que aconteça, quantas pessoas temos por perto, se é voluntário ou não, em algum momento o que resta é a solidão. Que dure dias ou horas.
Não importa quantos ciclos se encerram, nem de que forma estes ciclos terminam. A constante é estar ou se sentir só.
Nessa solidão é possível se reencontrar, encontrar pensamentos, vontades e saudades que já nem se lembrava que existiam, boas ou ruins.
No fim de tudo, estamos mesmo sós.
Somos apenas nós por nós mesmos.
Estar só é como ver a luz se apagar de repente. Nos primeiros minutos é preciso um ajuste dos olhos pra conseguir enxergar o que está a volta. Essa cegueira momentânea pode causar certo medo, mas com o tempo conseguimos discernir, mesmo sem muita clareza, o que nos cerca.
As pessoas sempre nos deixam, mesmo que seja por pouco tempo, ninguém está disposto a ser claridade na estrada do outro o tempo todo.
É necessário se habituar a isso.
Aprender a andar no escuro seguindo a intuição para que a falta da luz não abale mais.
Aprender a iluminar o próprio caminho.

 

selct
Foto: Raquel Núbia

Raquel Núbia

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