Fluência

Quantas vezes já dediquei palavras para o mesmo assunto? Acho que já perdi a conta.
Consigo lembrar de alguns como: MeninaAos amigos que não são, Vamos calarO cansaço e o costumeVida real e Costume
Esses entre tantos outros em que um sentimento recorrente… De que a vida passa, segue e exige cada vez mais de nós. Não sei se é correto culpar a vida pelas situações que suprimem cada pedaço do que queremos ser e espreme de nós a energia e o entusiasmo que não temos para dedicar ao que não desejamos.
De quem realmente será a culpa?
A vida, despretensiosa, vai virando as páginas dos dias e, como num rio que corre, somos levados pela água abaixo. Vez ou outra talvez até nos atrevemos a dar braçadas contra a maré, mas, quem somos nós em nossa finitude frente a uma correnteza que faz de nós o que quer?
A nossa volta todos estão preocupados demais com suas próprias águas revoltas e até mesmo quando se nota uma remota preocupação, geralmente nos envolve porque de alguma forma nós estamos atrelados ao bem estar do outro.
Não basta somente isso… A vida (pobre bode expiatório) por vezes ainda age como um mafioso impiedoso, que além de nos jogar aos tubarões, ainda nos amarra concreto nos pés pra nos ver afundar sem chance de salvação.
Não… Esse aqui não é o muro das lamentações. E não, a vida não é ruim.
“São tempos difíceis para sonhadores” (Amélie Poulain)

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Raquel Núbia

Uma resposta para “Fluência”

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