Vida real

Não importa quantos lugares você conheça, quais são os lugares que te recebem, que você vai.
Não importa com quantos compromissos você ocupa o seu dia e quantos planos você faz para a semana, para o mês, para o ano, para a vida.
Não importa quantas mensagens você envia ou quantas mensagens você recebe.
Não importa quantas fotos você posta, quantas legendas você cria, quantas indiretas você manda.
Não importa quantas pessoas te seguem, ou quantas pessoas você segue, ou ainda quantas legendas você acha que são indiretas pra você.
Não importa quantas pessoas dividem com você aquela mesa de bar, aquela história divertida e aquela risada espontânea.
Não importa quantas pessoas te dão bom dia, te chamam de linda, te elogiam e tão pouco importa quantas pessoas te viram a cara, te chamam de feia e falam mal de você.
Não importa quantos torcem pela sua derrota, nem quantas pessoas te estendem a mão.
No fim das contas, quando a porta se fecha e a luz se apaga, depois da despedida, do boa noite, do emoji e dos beijos, só resta você.
Nem que somente por um segundo, um minuto, um piscar de olhos, vem aquele momento em que tudo o que você tem é você mesmo. E então você percebe que a realidade da vida está guardada nesses momentos.
E se ter somente você com a porta fechada e a casa escura não lhe é suficiente, aprenda a se bastar. A vida exige isso de você.

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Raquel Núbia

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