Oblivio

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Imagem: pinterest.com

Eu sei que você está aí.
Ainda que eu não possa te ver,
Sei que está a espreita.

Eu sei que me vigia.
Devorada pelo que não pode ter,
Engolida por sua suspeita.

Em mim se confunde a pena.
E, sem saber, você me faz sorrir.
Jogando palavras ao vento,
O que pensa em conseguir?

Se meus versos não te satisfazem,
Então, me satisfaça você.
Se recolha ao seu tamanho
E sinta o doce sabor azedo de perder.

Não compare os meus defeitos
Com sua falta de qualidade.
Quem lê versos não lê coração.
Um brinde à minha felicidade.

Desfaça os nós, solte o laço.
Não se apegue tanto ao que já perdeu.
Por causa sua hoje dou boas vindas,
Ao que antes era nosso e hoje é só meu.

Pegue suas canetas, cadernos e livros,
Construa um forte e procure pousada.
Pois, se quem planta vento colhe tempestade,
O seu furacão já vem pela estrada.

Por que me acusa de fingir
Se você não consegue ser?
Se sou eu que tenho olhos vazios,
Por que o sofrimento escolheu você?

Vai representar poemas…
Ser poeta de alma e coração.
Se minhas palavras é que são mentiras,
Por que sua companhia é a solidão?

Se perca na sua loucura,
Na insanidade que é sua morada.
E não me atribua a culpa,
Se do seu amor não sobrou mais nada.

Raquel Núbia
14/12/2015

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